D3 · Perfil sociodemográfico (PSDM)

Relatório Parcial I — versão congelada de 08/07/2026. Os números vêm das bases tratadas da Fase I.

Principais resultados

Em 2025, o recorte somava 496.756 habitantes (12,8% da população estadual), com crescimento de 1,0% ao ano entre 2010 e 2025, abaixo da média estadual (1,7% ao ano) e com 6 dos 13 municípios em declínio populacional. O Pantanal Norte é a região de maior dependência relativa de transferências de renda do estado: em 2024, a taxa do Programa Bolsa Família era, em média, de 11,27 famílias por 100 habitantes, ante 8,22 em Mato Grosso, e a transferência per capita média (R$ 1.361) situou-se 24% acima da estadual. Na educação, o IDEB de 2023 (5,38 nos anos iniciais e 4,45 nos anos finais) é inferior à média estadual (5,69 e 4,74). Em saúde, a mortalidade por causas externas atingiu, em média, 104 óbitos por 100 mil habitantes em 2022, ante 84 no estado, e o pré-natal adequado alcançou apenas 66% das gestantes, déficit de 9 pontos percentuais frente ao estado. Segundo o Censo 2010, referência mais recente disponível, a taxa de pobreza do recorte (39%) superava a estadual (35%).

Fonte do texto: Síntese Executiva dos Relatórios Parciais I, Projeto DSIP-MT (julho de 2026).

Indicadores da dimensão no Pantanal Norte

Mediana dos 13 municípios, mediana de Mato Grosso e os municípios com maior e menor valor no ano de referência. Clique no nome do indicador para ver o mapa e o ranking. Indicadores com o selo OST são dados complementares obtidos no Observatório do Sebrae, fora dos Relatórios Parciais I.

Placar frente a Mato Grosso

Cada município e o Pantanal Norte, com e sem Rondonópolis, comparados com Mato Grosso nos indicadores da dimensão que têm sentido de melhor ou pior. Rondonópolis tem mais da metade da população do recorte e pesa nos agregados; a linha sem ele mostra o restante da região.

Pantanal Norte (13 municípios): melhor que Mato Grosso em 2 de 11 indicadores e pior em 4.
Pantanal Norte sem Rondonópolis: melhor que Mato Grosso em 1 de 11 indicadores e pior em 4.
Entre os municípios, o melhor saldo (melhores menos piores) é de Rondonópolis; o pior, de Curvelândia.

Como ler: ▲ melhor que MT · ● próximo de MT · ▼ pior que MT · – sem dado. Próximo = até 2 pontos percentuais (indicadores em %) ou até 10% do valor de referência (demais). Os municípios são comparados com o município mediano de Mato Grosso, a mesma referência das demais páginas; as duas regiões, com o agregado de Mato Grosso. Nos agregados, taxas e proporções são médias ponderadas pela base de cada indicador (população, área, PIB, emprego formal, empresas, receita ou despesa), o que equivale a recalcular a razão pelas somas; perdas de água, pavimentação, imóveis do CAR, cobertura da área agricultável e destinos de exportação usam a mediana. Totais (população, PIB, empregos, saldo de empregos), o índice do PIB per capita relativo a MT (repete o PIB per capita) e indicadores sem sentido de melhor ou pior ficam fora do placar. Ideia adaptada do site da SWOT do PESM de Cleiton Franco.

Documentos

Figuras do relatório

Figuras extraídas do Relatório Parcial I, na ordem em que aparecem no documento. A fonte de dados de cada figura consta no rodapé da própria imagem. Clique na imagem para ampliá-la.

Figura 1.1: Localização dos 13 municípios do Pantanal Norte em Mato Grosso
Figura 1.1: Localização dos 13 municípios do Pantanal Norte em Mato Grosso
Figura 1.2: População residente - Pantanal Norte, 2025 (habitantes)
Figura 1.2: População residente - Pantanal Norte, 2025 (habitantes)
Figura 3.1: Crescimento populacional anual 2010-2025, por município do Pantanal Norte (%)
Figura 3.1: Crescimento populacional anual 2010-2025, por município do Pantanal Norte (%)
Figura 3.2: Taxa de urbanização (Censo 2022), por município do Pantanal Norte (%)
Figura 3.2: Taxa de urbanização (Censo 2022), por município do Pantanal Norte (%)
Figura 4.1: IDEB dos anos iniciais do ensino fundamental, 2023, por município do Pantanal Norte
Figura 4.1: IDEB dos anos iniciais do ensino fundamental, 2023, por município do Pantanal Norte
Figura 5.1: Mortalidade por causas externas por 100 mil habitantes, 2022, por grupo
Figura 5.1: Mortalidade por causas externas por 100 mil habitantes, 2022, por grupo
Figura 6.1: Bolsa Família: famílias por 100 habitantes, 2024, por município do Pantanal Norte
Figura 6.1: Bolsa Família: famílias por 100 habitantes, 2024, por município do Pantanal Norte
Figura 7.1: Taxa de pobreza (Censo 2010), por município do Pantanal Norte (%)
Figura 7.1: Taxa de pobreza (Censo 2010), por município do Pantanal Norte (%)
Figura 8.1: Indicadores sociodemográficos padronizados - Pantanal Norte, Polo Metropolitano e Mato Grosso (escala 0 a 100)
Figura 8.1: Indicadores sociodemográficos padronizados - Pantanal Norte, Polo Metropolitano e Mato Grosso (escala 0 a 100)

Ressalvas metodológicas

Síntese das limitações registradas nas notas metodológicas da dimensão. O texto completo está no PDF das notas.

  • IDHM, índice de Gini e taxa de pobreza têm o Censo 2010 como último ano, defasagem de 15 anos. Servem como retrato, não como série anual. A versão congelada do IDHM não traz os subíndices de educação, longevidade e renda.
  • Bolsa Família e BPC são medidos em famílias ou benefícios, não em pessoas. Por 100 habitantes, os valores podem superar 100. O Bolsa Família de 2012 é truncado e o de 2025 é parcial; o BPC só existe na fonte a partir de 2019.
  • O pré-natal adequado considera apenas gestantes com sete ou mais consultas (critério estrito do Ministério da Saúde), o que faz o déficit parecer maior do que em definições menos restritivas.
  • A taxa de mortalidade infantil bruta é instável em municípios pequenos e fica sem valor quando há menos de 30 nascidos vivos. Para tendência, usa-se a versão suavizada.
  • A composição por cor/raça e a urbanização são retrato do Censo 2022, replicado nos anos do painel. Não indicam evolução.
  • O IDEB é bienal (sem 2025) e o SAEB tem dados efetivos apenas de 2011 a 2021. A proporção de docentes com ensino superior só existe até 2020. Os registros de saúde (CNES e ANS) cobrem quatro anos de referência.
  • Os registros de mortalidade e nascimentos (SIM e SINASC) usam o município de residência, o que difere de estatísticas por local de ocorrência, como hospitais em polos.
  • Rondonópolis responde por cerca de 53% da população do recorte. Por isso as médias são reportadas de forma simples e ponderada, com os extremos municipais.

Dados desta dimensão

Bases tratadas da Fase I em formato CSV (UTF-8), com as colunas descritas no dicionário de variáveis.

Veja os indicadores de cada município em Municípios.

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