Área de infraestrutura — matriz FOFA
Pacote da área de infraestrutura publicado no Drive do projeto em 07/10/2026 (991 arquivos, conferidos por SHA-256 no destino). Matriz FOFA validada pela coordenação em 30/09/2026. Relatório: RSE da área de infraestrutura, v1 (PDF).
Esta página apresenta a matriz FOFA (forças, oportunidades, fraquezas e ameaças) da área-chave de infraestrutura dos 13 municípios do Pantanal Norte. A matriz resulta da revisão sistemática; a revisão documental complementar e a FOFA municipal aparecem nas seções finais, separadas da matriz validada. Os estudos do corpus estão em Estudos do corpus.
Seleção dos estudos
CAPES 184 · SciELO 60 · Scopus 358
602
112
490
88
402
por título 347 · por resumo 19
366
3 por arbitragem da coordenação
36
36
Ver todos os números do fluxo em tabela
Fonte: planilha de triagem e fluxo PRISMA do pacote da área de infraestrutura (Anexo B da revisão sistemática). Buscas: 24/09/2026 | Triagem concluída: 25/09/2026 | Fechamento: 30/09/2026. Triagem por título: 2 avaliadores independentes + desempate. Triagem por resumo: R1, repescagem R2, consistência R3 e régua emendada R4, 2 avaliadores + desempate cada.
A matriz em quadrantes
Os 37 itens validados: 8 forças, 9 oportunidades, 10 fraquezas e 10 ameaças. Clique em um item para ver a proposição completa, a ressalva e como verificá-lo em campo. Os selos mostram a confiança e a ancoragem territorial da evidência.
Forças (internas, favoráveis)
FOR-01 Segmento pavimentado da BR-262 entre Anastácio e Corumbá (MS) como rota turística e comercial confiança média Pantanal Sul (MS) e outros
Segmento pavimentado da BR-262 entre Anastácio e Corumbá (MS), com duas faixas e acostamento, funciona como rota turística e comercial.
Ressalva: Evidência do Pantanal Sul (MS), de um único estudo (2026), fora dos 13 municípios de MT; não se transfere às rodovias do recorte mato-grossense sem evidência própria.
Como verificar em campo: Consultar no DNIT o SNV e o PNCT do trecho (pavimento, faixas, acostamento; VMD de 1.907 veículos em 2019) e entrevistar PRF e operadores de turismo e de carga de Corumbá sobre o uso turístico e comercial.
Lastro: 1 estudos · convergência 3/3 · citação principal: ABRA et al. (2026)
FOR-02 PCHs em operação com baixo comprometimento da qualidade da água e pouco efeito no transporte de nutrientes confiança média Mato Grosso
PCHs em operação na Bacia do Alto Paraguai comprometem pouco a qualidade da água e o transporte de nutrientes.
Ressalva: Vale só para a configuração atual: com 80 PCHs futuras, o modelo prevê queda de 8% no N e de 29% no P total levados ao Pantanal. No Ponte de Pedra (2006-2013) o P total subiu 18%, dentro da variabilidade natural.
Como verificar em campo: Obter na SEMA-MT o monitoramento a montante e a jusante das PCHs licenciadas (ex.: Ponte de Pedra, Rondonópolis) e checar se fósforo, nitrogênio e demais parâmetros a jusante ficam na faixa de variabilidade natural.
Lastro: 2 estudos · convergência 3/3 · citação principal: OLIVEIRA et al. (2020)
FOR-03 Navegação de pequeno porte no Pantanal e acesso fluvial a comunidades ribeirinhas nos rios Paraguai e Taquari (MS) confiança média Mato Grosso
Pequenas embarcações navegam no Pantanal; nos rios Paraguai e Taquari (MS), o transporte fluvial dá acesso a comunidades ribeirinhas.
Ressalva: Acesso fluvial documentado só no Pantanal Sul (rios Paraguai e Taquari, ditos navegáveis o ano todo); a navegação de pequeno porte tem lastro no bioma, sem afirmação para municípios de MT. 'Sustentável' é juízo dos autores.
Como verificar em campo: Confirmar com a Agência Fluvial de Cáceres e a Capitania Fluvial do Pantanal (Marinha) e com colônias de pescadores as rotas, os meses navegáveis e as comunidades atendidas; em MT, testar em Cáceres e Barão de Melgaço.
Lastro: 2 estudos · convergência 3/3 · citação principal: WANTZEN et al. (2024)
FOR-05 Transpantaneira como principal via de acesso ao Pantanal a partir de Poconé (MT) confiança média Mato Grosso
A Transpantaneira, estrada de terra, é a principal via de acesso ao Pantanal a partir de Poconé (MT).
Ressalva: Fonte única (caso de ensino de 2020 sobre eletrificação rural), sem dados de tráfego. A fonte diz que grande parte do Pantanal só é acessível por barco; leito e papel de via principal devem ser reconferidos.
Como verificar em campo: Observar o leito da MT-060 até Porto Jofre e perguntar à SINFRA-MT, à Secretaria de Turismo de Poconé, a pousadas e a guias qual via a maioria de visitantes e moradores usa para entrar no Pantanal.
Lastro: 1 estudos · convergência 3/3 · citação principal: OLIPHANT et al. (2020)
FOR-06 Regulação da vazão pelo reservatório de Manso, com Cuiabá e Várzea Grande como alvos do controle de cheias confiança média Mato Grosso
O reservatório de Manso regula a vazão do rio Cuiabá; o controle de cheias visa sobretudo Cuiabá e Várzea Grande.
Ressalva: Afirma só Cuiabá e Várzea Grande, fora dos 13. O estudo simula a redução das vazões máximas em Cuiabá, sem avaliar o controle de cheias nas cidades; na planície a jusante, trata a regulação como alteração do regime.
Como verificar em campo: Comparar no HidroWeb/ANA as vazões máximas da estação de Cuiabá antes e depois de 2000 e obter de Furnas/ONS a regra operativa de Manso para cheias e da Defesa Civil os registros de inundações urbanas.
Lastro: 1 estudos · convergência 3/3 · citação principal: JARDIM et al. (2020)
FOR-07 Capacidade instalada de geração hidrelétrica e termoelétrica na Bacia do Alto Paraguai por volta de 2010-2011 confiança média Mato Grosso
Por volta de 2010-2011, a Bacia do Alto Paraguai tinha 1.057,4 MW hidrelétricos e quase 1.014 MW termoelétricos instalados.
Ressalva: Retrato de 2010-2011, de avaliação preliminar publicada em 2013: capacidade instalada, não geração efetiva, na escala da bacia (MT e MS), sem distribuição por município nem dado atual.
Como verificar em campo: Consultar no SIGA/ANEEL a potência e a data de operação das hidrelétricas e termoelétricas da BAP, reconstituir o total de 2010-2011, separar MT de MS e os municípios do recorte e comparar com o atual.
Lastro: 1 estudos · convergência 3/3 · citação principal: SOUZA FILHO (2013)
FOR-08 Pontes e bueiros existentes na BR-262 entre Anastácio e Corumbá (MS) parcial ou totalmente aptos ao uso pela fauna confiança média Pantanal Sul (MS) e outros
Na BR-262, trecho Anastácio–Corumbá (MS), 115 pontes e bueiros existentes são parcial ou totalmente aptos ao uso pela fauna.
Ressalva: Evidência do Pantanal Sul (MS), de um único estudo de 2026, fora dos 13 municípios de MT. O estudo avaliou a aptidão das estruturas, sem comprovar o uso efetivo pela fauna.
Como verificar em campo: Conferir no estudo e no inventário de obras de arte do DNIT as 74 pontes e os 41 bueiros, e inspecionar uma amostra quanto a dimensões, acesso às entradas e vestígios de passagem de fauna.
Lastro: 1 estudos · convergência 3/3 · citação principal: ABRA et al. (2026)
FOR-09 Estrada-Parque Pantanal (MS) no escoamento do gado leiloado por caminhões boiadeiros confiança média Pantanal Sul (MS) e outros
Estima-se que cerca de 60% do gado leiloado no Pantanal sul-mato-grossense passe pela Estrada-Parque Pantanal em caminhões boiadeiros.
Ressalva: Estimativa sem fonte primária, de estudo feito em 2014-2016, restrita ao Pantanal Sul (MS). A fonte registra acesso comprometido nas cheias e gasto constante com as 74 pontes de madeira.
Como verificar em campo: Cruzar as GTAs da IAGRO-MS de saída dos leilões pantaneiros (origem e destino) com contagens de caminhões boiadeiros na Estrada-Parque e perguntar a leiloeiras e transportadores que parcela das cargas usa a via.
Lastro: 1 estudos · convergência 3/3 · citação principal: OLIVEIRA; BOURLEGAT (2019)
Oportunidades (externas, favoráveis)
OPO-01 Universalização elétrica de áreas isoladas (Luz para Todos, REN 488/2012) confiança média Mato Grosso (parcial)
Programas de universalização elétrica, como o Luz para Todos, financiam a eletrificação de localidades isoladas do Pantanal.
Ressalva: Em MS, eletrificação com 2.001 sistemas fotovoltaicos isolados iniciada em 2021 e subsídio da CCC apenas dimensionado; em MT, só caso de ensino de 2020 sobre Porto Jofre (Poconé), sem registro de execução.
Como verificar em campo: Levantar com a Energisa MT e a coordenação estadual do Luz para Todos as ligações e sistemas isolados atendidos nos 13 municípios e checar em campo o atendimento de Porto Jofre (Poconé).
Lastro: 3 estudos · convergência 3/3 · citação principal: OLIPHANT et al. (2020)
OPO-02 Sistemas fotovoltaicos isolados como alternativa de eletrificação de áreas remotas do Pantanal confiança média Pantanal Sul (MS) e outros
Sistemas fotovoltaicos isolados de pequeno porte são a alternativa ambientalmente mais viável para eletrificar áreas remotas do Pantanal.
Ressalva: Viabilidade demonstrada só no plano ambiental; a técnica e a econômica ainda pediam avaliação. Evidência do Pantanal Sul (MS) e de escala bioma, sem evidência de MT; lastro de um só estudo.
Como verificar em campo: Levantar com Energisa MT, prefeituras e moradores de localidades remotas dos 13 municípios a fonte de energia usada e, onde houver fotovoltaico isolado, funcionamento, manutenção e custo; ouvir a SEMA-MT sobre seu impacto.
Lastro: 1 estudos · convergência 3/3 · citação principal: SALAS et al. (2023)
OPO-03 Hidrovia Paraguai-Paraná como rota de exportação da soja de Mato Grosso confiança média Mato Grosso
A extensão da hidrovia Paraguai-Paraná pelo Pantanal é proposta como rota de exportação da soja mato-grossense para portos argentinos.
Ressalva: Oportunidade de escala estadual, sem benefício demonstrado para os municípios do recorte; dois dos três estudos contestam a obra por impactos na biodiversidade e no Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense.
Como verificar em campo: Consultar projetos do DNIT/ANTAQ e o plano estadual de logística e entrevistar Aprosoja-MT, prefeitura e operadores do porto de Cáceres sobre se a hidrovia é pleiteada para escoar soja de MT à Argentina.
Lastro: 3 estudos · convergência 3/3 · citação principal: GIRARD et al. (2025)
OPO-04 Estudo da ANA e planejamento hidrelétrico em escala de bacia na RH Paraguai confiança média Mato Grosso
Em 2018, a ANA suspendeu novas autorizações hidrelétricas na bacia do Paraguai até concluir estudo de seus efeitos na bacia.
Ressalva: A base não registra as conclusões do estudo nem se a suspensão segue vigente; a recomendação de planejar novas PCHs na escala de bacias inteiras vem de estudo de 2021 com financiamento parcial da ANA.
Como verificar em campo: Obter na ANA o ato de suspensão de 2018, sua vigência atual e o relatório final do estudo da RH Paraguai, e perguntar à SEMA-MT se outorgas e licenças de novas PCHs e UHEs no recorte seguem suas conclusões.
Lastro: 2 estudos · convergência 3/3 · citação principal: FIGUEIREDO et al. (2021)
OPO-05 Mitigação de atropelamentos: passagens de fauna, cercas-guia e velocidade sazonal confiança média Pantanal Sul (MS) e outros
Passagens de fauna, cercas-guia e redução sazonal de velocidade, propostas na BR-262 (MS), poderiam ser aplicadas a outras rodovias pantaneiras.
Ressalva: Evidência toda da BR-262 (MS), com novas estruturas ainda a instalar; a base não comprova a eficácia do conjunto (cercas longas: -70,4% só para o jacaré, entre três espécies) nem a aplicação em MT.
Como verificar em campo: Levantar com DNIT, SINFRA-MT, ICMBio e pesquisadores os trechos críticos de atropelamento nas rodovias do recorte (ex.: Transpantaneira), o alagamento sazonal da pista, pontes e bueiros adaptáveis e planos de mitigação.
Lastro: 4 estudos · convergência 3/3 · citação principal: CÁCERES et al. (2012)
OPO-06 Novas barragens em rios já barrados e tributários menores, e recomendação de não barrar quatro rios livres do planalto confiança média Mato Grosso
Novas barragens em rios já barrados ou tributários menores impactariam menos; estudo recomenda não barrar Cabaçal, Sepotuba, Cuiabá e Taquari/Coxim.
Ressalva: Fontes divergem sobre o Sepotuba (estratégico para novas barragens em 2023; a manter livre em 2020); menor impacto modelado: sedimentos em rios de baixa carga natural, qualidade da água em tributários; Taquari/Coxim é de MS.
Como verificar em campo: Cruzar inventários da ANEEL, licenças da SEMA-MT e conclusões do estudo da ANA para a RH Paraguai: onde ficam os novos projetos, se algum incide nos quatro rios e se o Sepotuba já é barrado no canal principal.
Lastro: 2 estudos · convergência 3/3 · citação principal: CAMPOS; PEDROLLO (2023)
OPO-07 Regras operativas de barragens que preservem a variabilidade de vazões (proposta de estudo para a UHE Manso) confiança média Mato Grosso
Regra operativa da UHE Manso que preserve a variabilidade de vazões conciliaria redução de cheias urbanas, geração e conectividade rio-planície.
Ressalva: Hipótese a estudar: a regra não foi formulada nem testada; confirmá-la exige modelagem da operação, não observação de campo. Caso análogo foi proposto em 2015 para a UHE Ponte de Pedra (rio Correntes).
Como verificar em campo: Perguntar ao operador da UHE Manso, ao ONS e à ANA se há ou se estuda regra operativa voltada à conectividade rio-planície; obter séries de vazão defluente e ouvir ribeirinhos e pescadores de Barão de Melgaço.
Lastro: 2 estudos · convergência 3/3 · citação principal: JARDIM et al. (2020)
OPO-08 Modernização portuária de Cáceres (MT) no projeto da hidrovia Paraguai-Paraná confiança média Mato Grosso
O projeto da hidrovia Paraguai-Paraná prevê modernizar o porto de Cáceres, e instalações portuárias próximas obtiveram licença prévia em 2022-2023.
Ressalva: Componente da hidrovia (OPO-03), contestada pelo impacto na biodiversidade das planícies de inundação; a base registra só a licença prévia, sem estágio posterior; lastro de um só estudo.
Como verificar em campo: Consultar SEMA-MT e IBAMA sobre o licenciamento (prévia, instalação, operação) dos terminais perto de Cáceres, e DNIT, ANTAQ e prefeitura de Cáceres sobre obras portuárias previstas ou em curso.
Lastro: 1 estudos · convergência 3/3 · citação principal: GIRARD et al. (2025)
OPO-09 Transporte multimodal ferrovia-rodovia como alternativa à hidrovia no Pantanal confiança média Mato Grosso
Transporte multimodal ferrovia-rodovia pode ser a alternativa mais viável à hidrovia no rio Paraguai a montante de Corumbá.
Ressalva: Sugestão não analisada pelo próprio estudo, que pede estudos de implantação; a viabilidade exige estudo logístico comparativo, não observação de campo. Escala de bioma, sem município de MT afirmado.
Como verificar em campo: Levantar no plano estadual de logística, na SINFRA-MT e com transportadores e a prefeitura de Cáceres se há projetos ferroviários ou rodoviários para a carga que usaria a hidrovia e se foram estudados.
Lastro: 1 estudos · convergência 3/3 · citação principal: WANTZEN et al. (2024)
Fraquezas (internas, desfavoráveis)
FRA-01 Transpantaneira quase intransitável na estação chuvosa e acesso à Estrada-Parque Pantanal comprometido nas cheias confiança média Mato Grosso
A Transpantaneira (Poconé-MT) fica quase intransitável na estação chuvosa, e o acesso à Estrada-Parque Pantanal (MS) é comprometido nas cheias.
Ressalva: Ancorado em MT pela Transpantaneira (Poconé; caso de 2020, cheia de 2018 isolou Porto Jofre por meses). A Estrada-Parque Pantanal fica em MS (estudo de 2019, campo 2014-16), fora do recorte.
Como verificar em campo: Levantar na SINFRA-MT e na Prefeitura de Poconé os períodos de interdição da Transpantaneira (MT-060) nas cheias recentes e ouvir moradores e pousadas de Porto Jofre; para a Estrada-Parque Pantanal, consultar a AGESUL-MS.
Lastro: 2 estudos · convergência 3/3 · citação principal: OLIVEIRA; BOURLEGAT (2019)
FRA-02 Localidades e fazendas fora da rede elétrica, dependentes de geradores a diesel confiança média Mato Grosso
Há localidades e fazendas pantaneiras fora da rede elétrica que dependem de geradores a diesel.
Ressalva: Evidência majoritária do Pantanal-MS (2.001 famílias; eletrificação fotovoltaica prevista para 2021-22); em MT, só Porto Jofre (Poconé) antes do Luz para Todos. A base não traz evidência atual do déficit em MT.
Como verificar em campo: Cruzar dados de atendimento da Energisa-MT e do Luz para Todos com entrevistas em fazendas e localidades (ex.: Porto Jofre) sobre a fonte atual de eletricidade, o uso de geradores a diesel e as horas diárias de fornecimento.
Lastro: 2 estudos · convergência 3/3 · citação principal: PEREIRA et al. (2022)
FRA-03 Cheia, áreas de preservação e acesso restrito dificultam a extensão da rede elétrica e a manutenção de sistemas isolados confiança média Mato Grosso (parcial)
Cheias, áreas de preservação e acesso restrito dificultam estender a rede elétrica e manter sistemas elétricos isolados no Pantanal.
Ressalva: Parcialmente MT: as evidências sobre preservação e sistemas isolados são do Pantanal-MS; a de MT (Porto Jofre, Poconé) trata só do custo de eventual extensão de rede em área úmida, dependente de janela seca.
Como verificar em campo: Entrevistar a Energisa-MT, gestores do Luz para Todos e operadores de sistemas fotovoltaicos isolados sobre obras e manutenções atrasadas ou encarecidas por cheia, áreas protegidas ou falta de acesso, com prazos e custos.
Lastro: 3 estudos · convergência 3/3 · citação principal: PEREIRA et al. (2020)
FRA-04 Canal raso e sinuoso no tramo Cáceres–Corumbá do rio Paraguai e projeto de hidrovia sob paralisação judicial em 2020 confiança média Mato Grosso
Entre Cáceres e Corumbá, o rio Paraguai tem canal raso e sinuoso; o projeto hidroviário estava paralisado judicialmente em 2020.
Ressalva: Tramo Cáceres (MT)–Corumbá (MS); canal de ~1,8 a 2 m (estudos de 2021 e 2025); a paralisação é de 2020 e pode ter mudado. Fora da proposição: quase 2/3 da população da BAP-MT se opunham à hidrovia (inquérito de 2016).
Como verificar em campo: Obter da Marinha e do DNIT profundidades e restrições de calado do tramo, ouvir práticos e operadores de navegação em Cáceres e consultar na Justiça Federal o andamento da ação sobre o Trecho 1 da Hidrovia Paraguai-Paraná.
Lastro: 4 estudos · convergência 3/3 · citação principal: GONÇALVES; COSTA (2020)
FRA-05 Estradas não pavimentadas e pontes de madeira de manutenção onerosa no Pantanal-MS confiança média Pantanal Sul (MS) e outros
O Pantanal-MS tem acessos rurais por estradas não pavimentadas e pontes de madeira de manutenção onerosa ao poder público.
Ressalva: Evidência exclusiva do Pantanal-MS (Aquidauana, 2012; Estrada-Parque Pantanal, 2014-16; protótipos, 2019), sem registro nos 13 municípios de MT. A pavimentação da BR-419 estava planejada em 2019.
Como verificar em campo: Consultar AGESUL-MS e DNIT sobre a pavimentação da BR-419 e da MS-170 e os gastos de manutenção das 74 pontes de madeira da Estrada-Parque Pantanal; em MT, observar se o padrão se repete nas estradas pantaneiras.
Lastro: 3 estudos · convergência 3/3 · citação principal: SALAS et al. (2023)
FRA-06 Hidrelétricas na Bacia do Alto Paraguai sem planejamento de bacia, com EIAs de horizonte curto ou dispensados confiança média Mato Grosso
Hidrelétricas da Bacia do Alto Paraguai, implantadas sem planejamento de bacia, têm EIAs de horizonte curto ou, em PCHs, dispensados.
Ressalva: Escala de bioma (MT e MS), sem município específico; datada (usinas levantadas em 2010; estudos de 2013 e 2018). 'Horizonte curto' = séries de dados insuficientes para a variabilidade de longo prazo.
Como verificar em campo: Levantar na SEMA-MT e na ANA os processos de licenciamento de UHEs e PCHs da bacia (EIA ou dispensa; extensão da série hidrológica usada) e verificar se há plano ou avaliação integrada da bacia aplicada ao licenciamento.
Lastro: 2 estudos · convergência 3/3 · citação principal: SOUZA FILHO (2013)
FRA-07 Cercas de fauna com pouca ou nenhuma manutenção e alta mortalidade por atropelamento na BR-262, no Pantanal-MS confiança média Pantanal Sul (MS) e outros
Na BR-262, no Pantanal-MS, cercas de fauna recebem pouca ou nenhuma manutenção e a mortalidade por atropelamento é alta.
Ressalva: Evidência exclusiva do Pantanal-MS, sem registro em rodovias de MT. Cercas instaladas pelo DNIT em 2019 (monitoradas em 2021); 'alta' = 1 atropelamento a cada 6,2 km em 2011-12, dez vezes a taxa de 2002.
Como verificar em campo: Inspecionar as cercas nas cabeceiras de pontes da BR-262, consultar o DNIT sobre sua manutenção e obter monitoramentos recentes de atropelamento de fauna para comparar com a taxa de 1 a cada 6,2 km.
Lastro: 2 estudos · convergência 3/3 · citação principal: ABRA et al. (2026)
FRA-08 Assoreamento acelerado de reservatórios (UHE Itiquira, Ponte de Pedra, PCH São Lourenço) confiança média Mato Grosso
Os reservatórios das hidrelétricas de Itiquira e Ponte de Pedra e da PCH São Lourenço sofrem assoreamento acelerado.
Ressalva: Evidência de MT (sudeste do estado). Só Itiquira tem estimativa própria (vida útil de 8 a 12 anos; imagens de satélite); Ponte de Pedra e São Lourenço vêm de citação indireta (Carvalho 2000; Fantin-Cruz 2016).
Como verificar em campo: Solicitar aos operadores, à ANEEL e à ANA batimetrias e curvas cota-volume atualizadas dos três reservatórios, comparando com o volume de projeto, e analisar imagens de satélite recentes da área assoreada.
Lastro: 2 estudos · convergência 3/3 · citação principal: OLIVEIRA et al. (2024)
FRA-09 Telefonia e internet ausentes ou instáveis no Pantanal-MS confiança média Pantanal Sul (MS) e outros
No Pantanal-MS, sinais de telefonia e internet são ausentes ou instáveis nas áreas rurais e comunidades locais.
Ressalva: Evidência exclusiva do Pantanal-MS (Estrada-Parque Pantanal, 2014-16; protótipos de 2019 perto de Corumbá), sem evidência para MT; a cobertura móvel pode ter mudado. No recorte de MT exige confirmação própria.
Como verificar em campo: Consultar na Anatel a cobertura por operadora e tecnologia (2G/3G/4G) nas localidades rurais, medir o sinal em campo e ouvir moradores, pousadas e gestores sobre falhas de telefonia e internet.
Lastro: 2 estudos · convergência 3/3 · citação principal: OLIVEIRA; BOURLEGAT (2019)
FRA-10 Saneamento básico ausente ou inadequado em comunidades ribeirinhas de Corumbá-MS (Passo do Lontra, Porto da Manga) confiança baixa Pantanal Sul (MS) e outros
As comunidades ribeirinhas de Passo do Lontra e Porto da Manga, em Corumbá-MS, não têm saneamento básico adequado.
Ressalva: Evidência exclusiva de Corumbá-MS (campo de 2014-16), fora dos 13 municípios de MT; confiança baixa (convergência 2/3). A situação pode ter mudado, e o item não sustenta afirmação para o recorte mato-grossense.
Como verificar em campo: Levantar na Prefeitura de Corumbá, na concessionária de saneamento e no SNIS/SINISA a cobertura de água, esgoto e coleta de lixo das duas comunidades e verificar em visita a origem da água e o destino dos dejetos.
Lastro: 2 estudos · convergência 2/3 · citação principal: PEREIRA et al. (2022)
Ameaças (externas, desfavoráveis)
AME-01 Proliferação de PCHs e UHEs nos rios formadores da BAP, inclusive na porção mato-grossense confiança alta Mato Grosso
Cresce o número de PCHs e UHEs, em operação ou planejadas, nos rios formadores da BAP, inclusive na porção mato-grossense.
Ressalva: Escala do bioma e intermunicipal, com MT e MS juntos ou sem UF; o 'Pantanal Norte' das fontes não coincide com o recorte dos 13 municípios, e nenhum estudo afirma município do recorte.
Como verificar em campo: Levantar no SIGEL/ANEEL e na SEMA-MT as PCHs e UHEs em operação, construção e análise nos rios da BAP em MT, por município do recorte, tomando como referência as contagens de 2018 e 2024, que vêm de fontes distintas.
Lastro: 10 estudos · convergência 3/3 · citação principal: CALHEIROS et al. (2018)
AME-02 UHE Manso alterando vazões do rio Cuiabá e a conexão rio-planície ao menos até Barão de Melgaço confiança média Mato Grosso
A UHE Manso altera vazões do rio Cuiabá e reduz a conexão rio-planície ao menos até Barão de Melgaço.
Ressalva: Um só estudo, de modelagem (2003–2015); vazões altas no canal principal dentro do Pantanal são relativamente menos alteradas; Barão de Melgaço é o único município do recorte nomeado.
Como verificar em campo: Comparar séries de cota e vazão da ANA (HidroWeb) no rio Cuiabá até Barão de Melgaço antes e depois do enchimento de Manso, buscando menos vazões altas e mais vazões de seca, e ouvir ribeirinhos sobre a inundação de baías e corixos.
Lastro: 1 estudos · convergência 3/3 · citação principal: JARDIM et al. (2020)
AME-03 Retenção de sedimentos pelas barragens do planalto e redução prevista do transporte de nutrientes à planície confiança média Mato Grosso
As barragens do planalto retêm sedimentos que chegariam ao Pantanal, e usinas futuras reduziriam o transporte de nutrientes à planície.
Ressalva: Redução de nutrientes é projeção de modelo para usinas futuras (efeito das atuais não foi grande); a queda de ~60% foi medida em Cuiabá, fora do recorte; nenhum município do recorte é afirmado.
Como verificar em campo: Comparar dados sedimentométricos e de nitrogênio e fósforo (ANA/HidroWeb, SEMA-MT) a montante e a jusante das barragens do planalto e conferir no SIGEL/ANEEL e na SEMA-MT se as usinas futuras modeladas seguem previstas.
Lastro: 2 estudos · convergência 3/3 · citação principal: OLIVEIRA et al. (2020)
AME-04 PCHs alterando vazões subdiárias pela operação em picos (hydropeaking) e a qualidade da água a jusante confiança média Mato Grosso
PCHs alteram vazões subdiárias, pela operação em picos, e a qualidade da água a jusante nos rios da BAP.
Ressalva: Três estudos; a mudança de qualidade da água vem de casos de poucas PCHs; parte das evidências não informa a UF; Rondonópolis (ribeirão Ponte de Pedra) é o único município do recorte nomeado.
Como verificar em campo: Obter dados horários de nível e vazão (ANA, ONS, operadores) e laudos de qualidade da água a montante e a jusante de PCHs, como as do ribeirão Ponte de Pedra, e perguntar a moradores sobre oscilações diárias do rio.
Lastro: 3 estudos · convergência 3/3 · citação principal: CRUZ et al. (2021)
AME-05 Hidrovia Paraguai-Paraná: dragagem e aprofundamento do canal do rio Paraguai e porto perto de Cáceres confiança média Mato Grosso
A Hidrovia Paraguai-Paraná prevê porto perto de Cáceres e dragagem do rio Paraguai, cujo aprofundamento reduziria a área alagável.
Ressalva: Redução da área alagável é projeção (Hamilton, 1999; estudo de 2024); licença do porto é preliminar (2022–2023); evidência mistura MT e MS e não diz quantos dos 21 trechos críticos ficam em MT.
Como verificar em campo: Consultar DNIT, ANTAQ, Ibama e SEMA-MT sobre a licença prévia do porto perto de Cáceres e o plano de dragagem do rio Paraguai, verificando se há trechos críticos a dragar no recorte, e confirmar na prefeitura o estágio das obras.
Lastro: 2 estudos · convergência 3/3 · citação principal: WANTZEN et al. (2024)
AME-06 Assoreamento dos reservatórios de hidrelétricas, encurtando a vida útil e exigindo dragagem confiança média Mato Grosso
O assoreamento dos reservatórios de hidrelétricas na BAP encurta sua vida útil e já exigiu duas dragagens no Sistema Itiquira.
Ressalva: Dragagem registrada só no Sistema Itiquira, em estudo de 2018; assoreamento por futuras PCHs nos rios Coxim e alto Taquari (MS) e Cuiabá é projeção de 2020; MT e MS juntos; nenhum município do recorte é afirmado.
Como verificar em campo: Solicitar a operadores (ex.: Sistema Itiquira), ANEEL e ANA batimetrias, curvas cota-volume atualizadas e registros de dragagem dos reservatórios da BAP em MT, verificando a perda de volume útil ao longo do tempo.
Lastro: 2 estudos · convergência 3/3 · citação principal: CALHEIROS et al. (2018)
AME-07 Incentivos PROINFA/BNDES e discurso de 'energia limpa' legitimando PCHs na BAP confiança média Pantanal genérico
Incentivos do PROINFA/BNDES e o discurso de 'energia limpa' legitimam e favorecem a implantação de PCHs na BAP.
Ressalva: Um só estudo, em dois artigos dos mesmos autores, de análise de discurso; a legitimação é interpretação dos autores, em escala da BAP, com MT e MS juntos ou sem UF e sem município do recorte.
Como verificar em campo: Levantar no portal de operações do BNDES e na lista de usinas do PROINFA as PCHs da BAP em MT, e ler EIA/RIMA e pareceres da SEMA-MT para ver se a justificativa invoca 'energia limpa'.
Lastro: 1 estudos · convergência 3/3 · citação principal: ZANATTA; MACIEL (2020)
AME-08 Rodovias associadas a atropelamento de fauna e a desmatamento no entorno, com risco maior previsto com a pavimentação confiança média Mato Grosso (parcial)
Rodovias na BAP estão associadas a atropelamento de fauna e desmatamento no entorno, com risco maior previsto pela pavimentação.
Ressalva: Evidências só de MS (BR-262 e BR-419); o desmatamento foi medido no cerrado entre Campo Grande e Miranda (1985–2001); nada é afirmado para MT nem para os 13 municípios.
Como verificar em campo: Levantar atropelamentos (PRF, DNIT, SEMA-MT, Sistema Urubu) e desmatamento (MapBiomas, PRODES) em faixas ao longo de rodovias do recorte, como a MT-060 (Transpantaneira), comparando trechos pavimentados, em pavimentação e sem pavimento.
Lastro: 4 estudos · convergência 3/3 · citação principal: SOUZA et al. (2015)
AME-09 Águas baixas interrompendo a navegação no rio Paraguai e sobrecarregando a BR-262 confiança média Pantanal Sul (MS) e outros
Águas baixas no rio Paraguai, como nas secas de 2019–2022 abaixo de Corumbá, interrompem a navegação e sobrecarregam a BR-262.
Ressalva: Um só estudo, do Pantanal Sul (trecho a jusante de Corumbá e BR-262, MS); nada afirma para o rio Paraguai em Cáceres nem para os 13 municípios do recorte.
Como verificar em campo: Cruzar cotas do rio Paraguai (ANA; Marinha, em Ladário) com dados de navegação da ANTAQ e de reparos da BR-262 no DNIT em 2019–2022; no recorte, perguntar em Cáceres se secas interromperam a navegação e sobrecarregaram rodovias.
Lastro: 1 estudos · convergência 3/3 · citação principal: WANTZEN et al. (2024)
AME-10 Oposição majoritária da população da BAP mato-grossense à Hidrovia Paraguai-Paraná confiança média Pantanal genérico
A maioria da população da BAP mato-grossense se opõe à Hidrovia Paraguai-Paraná (64,4% contrários em 2016).
Ressalva: Um só estudo: pesquisa domiciliar de abr–jun/2016 (n = 1.067; 33,6% a favor), representativa da BAP mato-grossense, sem resultado para os 13 municípios; a opinião pode ter mudado.
Como verificar em campo: Incluir no questionário domiciliar de campo nos 13 municípios pergunta de apoio ou oposição à Hidrovia comparável à de 2016 e consultar atas de audiências públicas e posições de colônias de pescadores, associações e prefeituras.
Lastro: 1 estudos · convergência 3/3 · citação principal: SCHULZ et al. (2018)
Os 37 itens em tabela
Cada item é uma proposição verificável. As colunas da tabela têm o seguinte significado:
- Lastro: número de estudos distintos do corpus que sustentam o item, obtido pelo mapeamento das 176 evidências extraídas contra os 37 itens por dois mapeadores independentes (adotou-se a interseção).
- Convergência: em quantas de três execuções independentes da síntese o item apareceu (3/3, 2/3 ou 1/3).
- Confiança: critério composto de lastro e convergência. Lastro de 10 ou mais estudos vale 2 pontos, de 5 a 9 vale 1, de 4 ou menos vale 0; convergência 3/3 vale 2, 2/3 vale 1, 1/3 vale 0. Alta: 3 ou mais pontos; média: 2; baixa: 1 ou menos.
- Ancoragem: território em que a evidência das citações exibidas foi produzida (Mato Grosso; Mato Grosso em parte; Pantanal Sul, em Mato Grosso do Sul, e outros territórios; Pantanal sem território definido). A ancoragem é independente da confiança.
- Verificável: se o item pode ser verificado em campo.
Clique em uma linha para ver a proposição completa, a ressalva, o modo de verificação em campo e as citações exibidas (178 no total, de 32 obras), com autor, ano e link para o DOI.
Distribuição: confiança alta em 1 itens, média em 35 e baixa em 1; convergência 3/3 em 36, 2/3 em 1 e 1/3 em 0; ancoragem em Mato Grosso em 22 itens, em parte em Mato Grosso em 3, predominantemente no Pantanal Sul ou em outros territórios em 10 e no Pantanal sem território definido em 2; 35 itens verificáveis em campo.
Fonte: Matriz FOFA em formato integrado e planilha dos quadros FOFA (Anexo A) do pacote da área de infraestrutura. As citações exibidas são trechos curtos dos estudos, reproduzidos com indicação de autor e fonte para fins de estudo e crítica (Lei 9.610/1998, art. 46, III). As citações foram conferidas contra o texto original: 155 no PDF, 8 no resumo indexado e 14 no PDF com variação decorrente da extração de texto; 1 não localizada pelo conferidor automático e conferida à mão, conforme o relatório da área. Dados em CSV: itens · citações.
Ancoragem por município
A tabela conta, para cada município do recorte, quantos dos 36 estudos do corpus o citam pelo nome (no título, no resumo ou nas evidências extraídas do estudo) e em quantos dos 37 itens as fontes citadas mencionam o município.
Nenhum estudo do corpus cita Curvelândia, Glória D’Oeste, Juscimeira, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Nossa Senhora do Livramento, Porto Esperidião e Santo Antônio do Leverger (linhas destacadas). Esses municípios dependem da revisão complementar e da pesquisa de campo para qualquer afirmação municipal. Ao todo, 11 dos 36 estudos citam ao menos um município do recorte.
Recorte geográfico dos 36 estudos distintos do corpus:
Fonte: análise geográfica do corpus (identificação lexical dos municípios e territórios citados em cada registro), consolidada por estudo distinto. A classificação de cada estudo segue a do registro principal do estudo.
Matriz complementar (revisão documental)
A auditoria de completude apontou treze lacunas, e os doze dossiês da segunda rodada trataram todas. O que fica de fora é o que o acervo não diz de forma recuperável — a passagem que não nomeia o município, o dado que está em tabela ou mapa —, e isso não se resolve lendo mais o mesmo acervo: está declarado como limitação nos quadros. A aba ““Descartes e rejeições”” registra o que caiu e por quê — 8 proposições rejeitadas na auditoria e 40 descartadas por convergência insuficiente.
A matriz é o mapa do que um acervo determinado registra, e não um diagnóstico completo da área: o silêncio do acervo sobre um município não significa ausência do fenômeno.
A matriz complementar reúne 93 itens extraídos do acervo documental (93 documentos triados e lidos (106 textos), 3.431 passagens de evidência, matriz de 93 itens auditada em duas rodadas). Ela não altera os 37 itens da matriz validada: 13 itens correspondem a um item da matriz validada e 80 são itens novos. A coluna “Fontes” conta observações independentes e não documentos: documentos que repetem o mesmo parágrafo com outro topônimo contam como uma observação. A rodada 1 varreu todo o acervo; a rodada 2 tratou lacunas temáticas indicadas pela auditoria de completude.
Fonte: Matriz complementar (Anexo D da revisão complementar) do pacote da área de infraestrutura. Os documentos do acervo e da busca dirigida, os textos extraídos deles e a base de evidências não são publicados neste site. Dados em CSV: matriz complementar.
FOFA municipal
A FOFA municipal cruza os 37 itens da matriz validada com cada um dos 13 municípios e atribui a cada par um status de evidência. Os status vêm das revisões sistemática e complementar e da tipologia municipal da área; nenhum resulta de verificação em campo.
| Status | O que significa | Como usar |
|---|---|---|
| DOCUMENTADO | Fonte direta nomeia o município ao tratar do item | Achado. Pode ser afirmado. |
| REGIONAL | Fonte de escala supramunicipal cobre o município, sem nomeá-lo neste ponto | Achado com ressalva de escala. |
| INFERIDO hipótese de campo | Similaridade estrutural com município documentado, segundo a tipologia municipal; a base de cada par nomeia o município de referência e o critério | Hipótese. Verificar em campo. Não conta como evidência em nenhuma contagem de lastro. |
| CONTRAINDICADO | Indicador municipal da Fase I refuta o item | Achado negativo. |
| NÃO AVALIADO | Sem base para afirmar ou negar | Lacuna declarada. |
Nos 481 pares município × item: 148 documentados, 148 regionais, 47 inferidos, 22 contraindicados e 116 não avaliados. A base factual soma documentado, regional e contraindicado, isto é, o que se apoia em fonte ou em dado, e não em similaridade. O item a item de cada município está na página do município (link na tabela).
Fonte: Matriz cruzada municipal (Anexo B da revisão complementar) e tipologia municipal do pacote da área de infraestrutura. Dados em CSV: FOFA municipal.