Área sociodemográfica — matriz FOFA
Pacote da área sociodemográfica publicado no Drive do projeto em 07/10/2026 (1.101 arquivos, conferidos por SHA-256 no destino). Matriz FOFA validada pela coordenação em 04/10/2026. Relatório: RSE da área sociodemográfica, v1 (PDF).
Esta página apresenta a matriz FOFA (forças, oportunidades, fraquezas e ameaças) da área-chave sociodemográfica dos 13 municípios do Pantanal Norte. A matriz resulta da revisão sistemática; a revisão documental complementar e a FOFA municipal aparecem nas seções finais, separadas da matriz validada. Os estudos do corpus estão em Estudos do corpus.
Seleção dos estudos
CAPES 904 · SciELO 255 · Scopus 787
1.946
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1.384
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1.083
por título 628 · por resumo 199 · sem veredito 1
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255
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Fonte: planilha de triagem e fluxo PRISMA do pacote da área sociodemográfica (Anexo B da revisão sistemática). Buscas: 30/09/2026 | Triagem concluída: 03/10/2026 | Fechamento: 04/10/2026. Triagem por título: 2 avaliadores; divergência vai ao resumo. Triagem por resumo: R1, 2 avaliadores + desempate cego.
A matriz em quadrantes
Os 40 itens validados: 10 forças, 10 oportunidades, 10 fraquezas e 10 ameaças. Clique em um item para ver a proposição completa, a ressalva e como verificá-lo em campo. Os selos mostram a confiança e a ancoragem territorial da evidência.
Forças (internas, favoráveis)
FOR-01 Saber tradicional de comunidades pantaneiras de Mato Grosso sobre o ciclo das águas e a previsão das cheias confiança alta Mato Grosso
Comunidades pantaneiras de Mato Grosso detêm saber tradicional sobre o ciclo das águas e a previsão das cheias.
Ressalva: Previsão do nível e da duração das cheias documentada só em Cuiabá Mirim (dados 2008–2010); em Poconé, três informantes nativos (2015); o estudo de 2026 (Barão de Melgaço e Leverger) trata de percepções climáticas.
Como verificar em campo: Entrevistar moradores antigos de Cuiabá Mirim (Barão de Melgaço), Poconé e Santo Antônio de Leverger sobre os sinais usados para prever nível e duração das cheias e comparar as respostas com as séries hidrológicas da ANA.
Lastro: 7 estudos · convergência 3/3 · citação principal: SILVA et al. (2014)
FOR-02 Redes de solidariedade e reciprocidade em comunidades pantaneiras e entre pescadores artesanais de Mato Grosso confiança alta Mato Grosso
Comunidades pantaneiras de Barão de Melgaço e pescadores artesanais de Cáceres mantêm redes de solidariedade e reciprocidade.
Ressalva: Mutirões em Joselândia só como memória (2015); dados de 2008 a 2018; os dos pescadores vêm de uma única tese; a ajuda mútua nas cheias apoia-se em um único relato (2025).
Como verificar em campo: Entrevistar moradores de São Pedro de Joselândia e pescadores artesanais de Cáceres sobre partilha de acampamento, alimento e custos da pesca, ajuda em doença ou perda por cheia e realização recente de mutirões.
Lastro: 5 estudos · convergência 3/3 · citação principal: SOUZA; LOGAREZZI (2017)
FOR-03 Festas de santo e danças tradicionais em Poconé, Barão de Melgaço e Santo Antônio de Leverger confiança alta Mato Grosso
Poconé e Barão de Melgaço mantêm festas de santo com siriri e cururu; Santo Antônio de Leverger tem siriri escolar.
Ressalva: Em Joselândia o cururu tem se resumido ao levantamento e arreamento do mastro (2015); em Santo Antônio de Leverger há só interesse de estudantes de Mimoso pelo siriri escolar (2023), sem registro de festa de santo.
Como verificar em campo: Levantar com paróquias, secretarias de cultura e festeiros o calendário das festas de santo (São Benedito, São Pedro, Divino) em Poconé e Joselândia, observar siriri, cururu e Mascarados, e checar o siriri nas escolas de Mimoso.
Lastro: 6 estudos · convergência 3/3 · citação principal: KAWAHARA; SATO (2015)
FOR-04 Transmissão entre gerações de saberes e cultura na família, na roça e na pesca em comunidades de Mato Grosso confiança alta Mato Grosso
Em comunidades rurais e ribeirinhas mato-grossenses, saberes e cultura passam entre gerações na família, na roça e na pesca.
Ressalva: Evidência mista: em Cáceres o estudo conclui que os saberes da pesca não estão sendo repassados (2014) e, em Mimoso, o uso de plantas caiu entre 2000 e 2020; confirmar comunidade por comunidade.
Como verificar em campo: Perguntar a jovens e idosos de Mimoso, Mata Cavalo e famílias ribeirinhas de Cáceres com quem aprenderam a pescar, cultivar a roça e usar plantas, e se os filhos ainda aprendem.
Lastro: 9 estudos · convergência 3/3 · citação principal: DAVID et al. (2022)
FOR-05 Rede comunitária de cuidado com benzeção, remédios caseiros e agente de saúde em Joselândia (dados de 2003 a 2013) confiança média Mato Grosso
Em Joselândia (Barão de Melgaço), persiste a rede comunitária de cuidado com benzeção, remédios caseiros e agente de saúde (2003–2013).
Ressalva: Evidência datada (campo de 2007–2008; políticas de 2003 a 2013) e restrita a Joselândia; a rede supria a falta de assistência médica regular (FRA-01); o campo testa se ainda existe.
Como verificar em campo: Perguntar a famílias de Joselândia a quem recorrem primeiro quando adoecem, identificar benzedeiros(as) atuantes e confirmar no CNES e na secretaria municipal de saúde se há agente comunitário de saúde ativo.
Lastro: 4 estudos · convergência 3/3 · citação principal: PIGNATTI et al. (2011)
FOR-06 Quintais para autoconsumo, práticas tradicionais e grupos de mulheres camponesas em Cáceres e Mirassol d'Oeste confiança média Mato Grosso
Assentados de Cáceres mantêm quintais de autoconsumo e práticas tradicionais, e mulheres camponesas de Cáceres e Mirassol d'Oeste formam grupos.
Ressalva: Item composto, confirmável só em parte; plantio pela lua em 32% dos lotes de um único assentamento (2013–2014); a melhora de saúde nos grupos vem de depoimentos e da interpretação dos autores (2024).
Como verificar em campo: Visitar lotes de assentamentos de Cáceres (ex.: Laranjeira I) para observar quintais e plantio pela lua, e confirmar com a ARPEP os grupos de mulheres ativos em Cáceres e Mirassol d'Oeste.
Lastro: 4 estudos · convergência 3/3 · citação principal: CABRAL; ZART (2024)
FOR-07 Presença da Unemat, do IFMT e de escolas do campo em Cáceres e no Pantanal Norte confiança alta Mato Grosso
Unemat, IFMT e escolas do campo mantêm presença educacional ativa em Cáceres e no Pantanal Norte mato-grossense.
Ressalva: A maior escolaridade de líderes atribuída à Unemat é hipótese dos autores (2024); a Mostra parou em 2020–2021; a evidência concentra-se em Cáceres e Mimoso (Santo Antônio de Leverger).
Como verificar em campo: Levantar no Censo Escolar (INEP) e nos sites da Unemat e do IFMT os campi, cursos e escolas do campo em funcionamento em Cáceres e nos demais municípios, confirmando com as secretarias de educação.
Lastro: 5 estudos · convergência 3/3 · citação principal: SOUZA; ROSSETTO (2025)
FOR-08 Povo Guató da TI Baía dos Guató (Barão de Melgaço): revitalização da língua e organização social tradicional confiança média Mato Grosso
Os Guató da TI Baía dos Guató (Barão de Melgaço) revitalizam a língua e mantêm organização tradicional em aterros familiares.
Ressalva: Lastro de 3 estudos sobre 60 a 70 pessoas (campo de 2017); a ausência de óbitos por covid atribuída à organização em aterros é interpretação do estudo de 2024, sem teste.
Como verificar em campo: Com anuência da comunidade e da Funai, verificar se o guató é ensinado nas escolas das aldeias Aterradinho, Coqueiro e São Benedito (Censo Escolar, SEDUC-MT) e se as famílias ocupam aterros por núcleo familiar.
Lastro: 3 estudos · convergência 3/3 · citação principal: OLIVEIRA (2023)
FOR-09 Oferta de serviços de saúde em Cáceres (ESF, hemodiálise pelo SUS, odontologia gratuita) confiança média Mato Grosso
Cáceres oferece Estratégia Saúde da Família, hemodiálise conveniada ao SUS e atendimento odontológico gratuito em policlínica universitária.
Ressalva: Dados de 2017 a 2023; ações preventivas ainda insatisfatórias e cobertura da ESF tratada como fragilidade (FRA-09); a policlínica é do Centro Universitário Estácio do Pantanal, privado.
Como verificar em campo: Consultar o CNES/DATASUS sobre equipes de ESF e a unidade de hemodiálise conveniada ao SUS em Cáceres, confirmar com a secretaria municipal de saúde e, com a Estácio do Pantanal, o atendimento odontológico gratuito.
Lastro: 3 estudos · convergência 3/3 · citação principal: ZORZAN et al. (2020)
FOR-10 Organização de pescadores artesanais em colônias no Pantanal Norte de Mato Grosso, com participação das mulheres confiança média Mato Grosso
Pescadores artesanais do Pantanal Norte organizam-se em colônias, como Z11 (Poconé) e Z2 (Cáceres), com participação de mulheres.
Ressalva: Convergência 2/3; filiados contados em 2011 (Z11) e 2017 (Z2); acesso a políticas públicas precário; filiação em Barão de Melgaço e Santo Antônio de Leverger ainda baixa (36% em 2024).
Como verificar em campo: Obter nas colônias Z11 (Poconé), Z2 (Cáceres) e nas de Barão de Melgaço e Santo Antônio de Leverger o número atual de filiados por sexo e de mulheres na diretoria, cruzando com o RGP por município.
Lastro: 5 estudos · convergência 2/3 · citação principal: ALVES; TIRIBA (2018)
Oportunidades (externas, favoráveis)
OPO-01 Turismo de natureza com mão de obra local e renda para as famílias pantaneiras confiança alta Mato Grosso
O turismo de natureza no Pantanal mato-grossense emprega sobretudo mão de obra local e gera renda para famílias pantaneiras.
Ressalva: Em MT, só o depoimento de um gerente em Poconé (publicado em 2018) sustenta a mão de obra local; a renda das famílias vem do MS e da escala de bioma. Autores ressalvam desigualdade e pouca participação dos mais pobres.
Como verificar em campo: Entrevistar pousadas e hotéis de Poconé e Barão de Melgaço sobre a origem dos empregados e famílias pantaneiras sobre a renda obtida com turismo (salários, gorjetas, venda de produtos).
Lastro: 5 estudos · convergência 3/3 · citação principal: DAINEZI (2025)
OPO-02 Aposentadoria rural, auxílio do defeso e Bolsa Família como fonte relevante de renda das famílias confiança alta Mato Grosso
Aposentadoria rural, auxílio do defeso e Bolsa Família compõem parte relevante da renda de famílias rurais, pescadoras e ribeirinhas pantaneiras.
Ressalva: A única medida de peso na renda (46%, aposentadoria e Bolsa Família) é de Corumbá-MS, 2014; em MT há relatos de Joselândia (2008) e Poconé (2016), já antigos; 'relevante' exige limiar definido pela equipe.
Como verificar em campo: Cruzar, por município, beneficiários de aposentadoria rural (INSS), seguro-defeso (Portal da Transparência) e Bolsa Família (CadÚnico) com questionário sobre o peso dessas transferências na renda de famílias rurais e pescadoras.
Lastro: 5 estudos · convergência 3/3 · citação principal: PIGNATTI et al. (2011)
OPO-03 Reconhecimento legal de territórios e direitos de povos e comunidades tradicionais confiança alta Mato Grosso
Povos e comunidades tradicionais do Pantanal mato-grossense obtiveram reconhecimento legal de territórios e direitos, como a TI Baía dos Guató.
Ressalva: Em MT, só a TI Baía dos Guató (homologada em 2018) tem reconhecimento territorial documentado; direitos de pesca no PARNA são de ribeirinhos de Corumbá-MS. Autores ressalvam disputas em Mata Cavalo e uso excludente da PNDSPCT.
Como verificar em campo: Consultar FUNAI, INCRA e Fundação Palmares sobre a situação fundiária de TIs e quilombos do recorte e ouvir lideranças Guató e de Mata Cavalo sobre direitos e recursos efetivamente acessados.
Lastro: 8 estudos · convergência 3/3 · citação principal: CURADO et al. (2022)
OPO-04 Festas tradicionais e Dança dos Mascarados como atrativo de turismo cultural confiança média Mato Grosso
Festas tradicionais de Poconé, com a Dança dos Mascarados, e de Barão de Melgaço podem atrair turismo cultural.
Ressalva: Afirma potencial, não fluxo observado; em Barão de Melgaço há só desejo comunitário condicionado a planejamento e programas oficiais; o estudo de MS (2011) é genérico. Confiança média.
Como verificar em campo: Estimar com secretarias de turismo e cultura e organizadores os visitantes de fora nas festas; ouvir agências e pousadas sobre roteiros com elas e a comunidade de São Pedro de Joselândia sobre interesse e estrutura.
Lastro: 4 estudos · convergência 3/3 · citação principal: FIGUEIREDO et al. (2016)
OPO-05 Parcerias universidade–escola e cultura pantaneira na formação docente e no currículo confiança alta Mato Grosso
Em Cáceres e Poconé, parcerias universidade–escola qualificam pontualmente professores e propõem incluir a cultura pantaneira no currículo.
Ressalva: Resultados pontuais e autorrelatados (Cáceres 2018–2022; Poconé 2017), sem medida de efeito no currículo; natureza mista (Mostra da Unemat é fator interno, também FOR-07); PIBID e PROLIND são de MS.
Como verificar em campo: Levantar com Unemat, IFMT, UFMT e secretarias de educação de Cáceres, Poconé e Santo Antônio de Leverger os projetos ativos com escolas e perguntar a professores se a cultura pantaneira entrou nos planos de ensino.
Lastro: 10 estudos · convergência 3/3 · citação principal: SILVA; GRANDO (2017)
OPO-06 Qualificação profissional e organização de mulheres assentadas e extrativistas no Pantanal de MT confiança média Mato Grosso
Mulheres assentadas e extrativistas do Pantanal de MT acessam qualificação profissional e organizam-se em coletivos com acesso a programas governamentais.
Ressalva: Lastro estreito: um só curso (IFMT Cáceres, 2019, 31 formadas; a revisão de 2024 o repete), a ARPEP e o jatobá em Mimoso (2020); não indica alcance amplo. Natureza mista (fatores internos e externos).
Como verificar em campo: Consultar IFMT Cáceres, ARPEP, FASE/MT e STTR de Cáceres sobre cursos, associadas e programas acessados, e entrevistar mulheres de Mimoso sobre venda de produtos do jatobá e renda.
Lastro: 4 estudos · convergência 3/3 · citação principal: MEDEIROS (2024)
OPO-07 Cisternas e tecnologias sociais de água em escolas do campo e assentamentos de MT confiança média Mato Grosso
Cisternas e tecnologias sociais mitigam escassez hídrica em escolas do campo e assentamentos de Cáceres e Santo Antônio de Leverger.
Ressalva: Números do INCRA (162 famílias, 420 estudantes) somam cinco municípios, três fora do recorte, sem desagregar Santo Antônio de Leverger; em Cáceres a cisterna resolve só em parte a escassez. Confiança média.
Como verificar em campo: Levantar com INCRA-MT e secretarias de educação as cisternas instaladas e em uso por escola e assentamento, e perguntar a diretores e assentados se ainda faltam água e aulas na estiagem.
Lastro: 3 estudos · convergência 3/3 · citação principal: ARROLHO et al. (2024)
OPO-08 Mapeamento social reconhecido pelo governo de MT e participação de pescadores e comunidades em conselhos e diálogos confiança baixa Mato Grosso
O governo de MT reconheceu o mapeamento social do GPEA/UFMT, e pescadores e comunidades pantaneiras participam de conselhos e diálogos.
Ressalva: Proposição composta (pode confirmar-se só em parte); o reconhecimento data de 2015 (MT+20) e a participação nos conselhos de Cáceres é incipiente, com poucas demandas atendidas; confiança baixa.
Como verificar em campo: Consultar a SEPLAN-MT sobre os mapas e o eixo do MT+20, as atas do Comdema de Cáceres e do conselho da ESEC de Taiamã, e ouvir colônias de pescadores e lideranças de Barão de Melgaço, Poconé e Livramento.
Lastro: 3 estudos · convergência 2/3 · citação principal: SILVA; JABER-SILVA (2015)
OPO-09 Revitalização da língua Guató em Barão de Melgaço e formação intercultural de professores indígenas em MS confiança baixa Mato Grosso
Há projeto ativo de revitalização da língua Guató em Barão de Melgaço, e licenciaturas interculturais qualificam professores indígenas em MS.
Ressalva: Em MT, lastro de um só estudo (2024), projeto com FUNAI, CEEI e Unemat; a formação docente intercultural é de Aquidauana-MS, fora do recorte. Convergência 2/3, confiança baixa.
Como verificar em campo: Ouvir lideranças e professores da Aldeia Aterradinho e consultar FUNAI, CEEI e Unemat sobre o projeto (atividades, participantes, materiais); para MS, consultar a UFMS sobre turmas e egressos do PROLIND.
Lastro: 4 estudos · convergência 2/3 · citação principal: MORAES; RIGOLDI (2019)
OPO-10 Saúde itinerante e atenção primária a comunidades ribeirinhas e pantaneiras em MS e em escala de bioma confiança média Mato Grosso
Em MS e no bioma, ações regulares porém esporádicas levam saúde itinerante e atenção primária a comunidades ribeirinhas e pantaneiras.
Ressalva: Evidência toda do Pantanal Sul (MS) e de escala de bioma, de verificação documental; o item registra não haver saúde itinerante documentada em município do recorte mato-grossense.
Como verificar em campo: Consultar a Prefeitura de Corumbá (Povo das Águas), a UFMS (Base de Estudos do Pantanal) e a Marinha sobre frequência dos atendimentos; no recorte, perguntar às secretarias de saúde se equipes fluviais atendem ribeirinhos.
Lastro: 6 estudos · convergência 2/3 · citação principal: GONÇALVES et al. (2018)
Fraquezas (internas, desfavoráveis)
FRA-01 Atenção à saúde esporádica ou ausente em comunidades ribeirinhas e rurais isoladas do Pantanal (estudos de 2011 a 2025) confiança alta Mato Grosso
Comunidades ribeirinhas e rurais isoladas do Pantanal mato-grossense têm atenção à saúde esporádica ou ausente no próprio território.
Ressalva: Evidência de MT restrita a Barão de Melgaço: Joselândia (estudos de 2011-2015, dados de 2003-2008, dois da mesma autora) e TI Baía dos Guató (2020); os registros de 2023-2025 são de Corumbá (MS).
Como verificar em campo: Levantar no e-SUS/SISAB, no CNES e nas secretarias municipais de saúde a frequência de visitas das equipes de ESF às comunidades isoladas e perguntar a moradores e agentes de saúde quando houve o último atendimento local.
Lastro: 16 estudos · convergência 3/3 · citação principal: PIGNATTI et al. (2011)
FRA-02 Esgotamento sanitário precário e doenças de veiculação hídrica em Cáceres e outras localidades de MT (2020 a 2025) confiança alta Mato Grosso
Cáceres e outras localidades de MT têm esgotamento sanitário precário e casos de doenças de veiculação hídrica.
Ressalva: Doença hídrica documentada só como diarreia em Cáceres (série 2015-2018); o dado de esgoto de Cáceres remete ao PMSB de 2015; os 85% sem rede misturam Pantanal e Cerrado (coleta 2014). O item não afirma causalidade.
Como verificar em campo: Consultar SNIS/SINISA e o PMSB sobre esgoto coletado e tratado por bairro em Cáceres, verificar fossas na aldeia Perigara e no quilombo Mata Cavalo e levantar as notificações de diarreia (MDDA) por bairro e zona rural.
Lastro: 12 estudos · convergência 3/3 · citação principal: ZORZAN et al. (2020)
FRA-03 Insegurança hídrica prolongada em assentamentos e escolas do campo de Cáceres e em área de Joselândia (Barão de Melgaço) confiança alta Mato Grosso
Assentamentos e escolas do campo de Cáceres e uma área de Joselândia, em Barão de Melgaço, enfrentam insegurança hídrica prolongada.
Ressalva: Estudos de 2021 e 2024 têm a mesma autora e tratam dos mesmos assentamentos; o quadro de 20 anos é o verificado pelo INCRA em 2008; Joselândia apoia-se num único registro de 2021 (área 'Ceará').
Como verificar em campo: Levantar com INCRA, Secretaria Municipal de Educação de Cáceres e moradores dos sete assentamentos e de Joselândia a fonte e a regularidade da água e as interrupções de aulas na estiagem.
Lastro: 6 estudos · convergência 3/3 · citação principal: ARROLHO et al. (2024)
FRA-04 Baixa escolaridade e analfabetismo de ribeirinhos e pescadores em Barão de Melgaço, Poconé e Cáceres (2011 a 2026) confiança alta Mato Grosso
Ribeirinhos e pescadores de Barão de Melgaço, Poconé e Cáceres têm baixa escolaridade, com ocorrência de analfabetismo.
Ressalva: Amostra pequena em Barão de Melgaço (n=21, 29% não alfabetizados); Poconé com dados de 2011 e 2016; para Cáceres só há 'pouca escolaridade' (2014), sem números nem registro de analfabetismo.
Como verificar em campo: Aplicar, em colônias de pescadores e domicílios ribeirinhos dos três municípios, pergunta sobre anos de estudo e alfabetização, comparando com dados do Censo 2022 do IBGE.
Lastro: 9 estudos · convergência 3/3 · citação principal: TOCANTINS et al. (2011)
FRA-05 Dificuldade de acesso à escola na cheia e falhas no transporte escolar, com evasão confiança alta Mato Grosso
Em comunidades pantaneiras de MT, a cheia e falhas do transporte escolar dificultam o acesso à escola, com evasão.
Ressalva: Evidência restrita a Barão de Melgaço e Santo Antônio de Leverger; o efeito da cheia vem de dados de 2007-2008 (Joselândia) e a ligação com a evasão é afirmada pelas autoras, não medida.
Como verificar em campo: Levantar no Censo Escolar/INEP e nas secretarias municipais de educação as taxas de abandono, os dias letivos perdidos na cheia e as interrupções do transporte escolar em escolas de Barão de Melgaço e Santo Antônio de Leverger.
Lastro: 5 estudos · convergência 3/3 · citação principal: FERNANDES; CASTRO (2014)
FRA-06 Esvaziamento rural do Pantanal entre 2010 e 2022, saída de jovens de Mimoso para Cuiabá e periferização em Cáceres confiança alta Mato Grosso
A população rural pantaneira diminuiu entre 2010 e 2022; jovens de Mimoso migram para Cuiabá e há periferização em Cáceres.
Ressalva: Queda de 20,13% é do bioma inteiro (destaque a Corumbá e Aquidauana, MS; em MT, só Barão de Melgaço); Mimoso fica em Santo Antônio de Leverger (2022); periferização em Cáceres vem de estudo de 2009, anterior ao período.
Como verificar em campo: Comparar a população rural dos municípios pantaneiros de MT nos Censos 2010 e 2022 (IBGE/SIDRA) e ouvir lideranças de Mimoso (Santo Antônio de Leverger) e moradores de periferias de Cáceres sobre destino dos jovens e origem rural.
Lastro: 6 estudos · convergência 3/3 · citação principal: DAVID et al. (2022)
FRA-07 Pescadores artesanais de Cáceres e Poconé com renda baixa, dependência de atravessadores e invisibilidade confiança alta Mato Grosso
Pescadores artesanais de Cáceres e Poconé têm renda baixa; em Cáceres, dependem de atravessadores e relatam invisibilidade perante a prefeitura.
Ressalva: Atravessadores e invisibilidade documentados só em Cáceres (artigos de 2017-2019 de uma mesma tese, Souza, 2017); renda medida só em Poconé (R$ 465 nominais, 2011). Seguro-defeso, fator externo, ficou fora.
Como verificar em campo: Entrevistar pescadores e colônias de Cáceres e Poconé sobre renda mensal, venda e crédito via atravessadores e relação com a prefeitura, cruzando com o Registro Geral da Atividade Pesqueira.
Lastro: 6 estudos · convergência 3/3 · citação principal: SOUZA; LOGAREZZI (2018)
FRA-08 Falta de escola indígena diferenciada e ausência de investimento público para o povo Guató (Barão de Melgaço) confiança média Mato Grosso
O povo Guató de Barão de Melgaço não dispõe de escola indígena diferenciada nem investimento público que atenda suas necessidades.
Ressalva: Confiança média, lastro de 4 estudos; os de 2020 e 2023 têm autor comum; a falta de investimento é juízo de estudo de 2024, sem valores. Investimento estadual, FUNAI e SESAI são fatores externos ao território.
Como verificar em campo: Consultar o Censo Escolar/INEP e a Seduc-MT sobre escola indígena ativa na TI Baía dos Guató e levantar com lideranças Guató e prefeitura os recursos públicos aplicados na TI.
Lastro: 4 estudos · convergência 3/3 · citação principal: ARRUDA; SILVA (2024)
FRA-09 Baixa cobertura da Estratégia Saúde da Família e da atenção básica em Cáceres e Barão de Melgaço confiança média Mato Grosso
Cáceres e Barão de Melgaço têm baixa cobertura da Estratégia Saúde da Família e da atenção básica.
Ressalva: Convergência 2/3, confiança média; Cáceres com ESF de 38% (2021) e microáreas descobertas (2022); Barão de Melgaço só com registro de uma única UBS (coleta 2014), sem taxa; limiar de 'baixa' a definir antes do campo.
Como verificar em campo: Levantar no e-Gestor AB e no CNES o número de equipes de ESF e a cobertura nos dois municípios, comparar com a média de MT e ouvir as secretarias de saúde sobre microáreas descobertas.
Lastro: 5 estudos · convergência 2/3 · citação principal: ARRUDA; SILVA (2024)
FRA-10 IDHM 2010 abaixo de MT e do Brasil em renda e educação, menor em Barão de Melgaço, e renda de até um salário mínimo confiança baixa Mato Grosso
Municípios pantaneiros mato-grossenses tiveram IDHM 2010 inferior ao estadual e nacional em renda e educação; Barão de Melgaço, o menor.
Ressalva: Confiança baixa, convergência 2/3; comparação pela média dos municípios do bioma (cálculo dos autores, 2018), IDHM defasado. 'Renda de até um salário mínimo' ficou fora pelo limite; só há amostras de 2014 (com Cerrado) e 2025 (quilombo).
Como verificar em campo: Conferir no Atlas Brasil o IDHM 2010 de renda e educação dos municípios do bioma em MT (média e Barão de Melgaço) contra MT e Brasil e medir, na pesquisa domiciliar, a proporção de famílias com renda de até um salário mínimo.
Lastro: 3 estudos · convergência 2/3 · citação principal: SCHEUER et al. (2018)
Ameaças (externas, desfavoráveis)
AME-01 Incêndios e fumaça no Pantanal: doenças e internações respiratórias e deslocamentos de comunidades confiança alta Mato Grosso
Queimadas e fumaça no Pantanal de MT associam-se a mais doenças e internações respiratórias; incêndios deslocam comunidades e paralisam escolas.
Ressalva: Associação estatística medida em escala de bioma (21 municípios de MT e MS, 2010-2019); deslocamentos e escolas paradas afirmados para MT e MS; no recorte, só relatos de Mimoso e dos Guató.
Como verificar em campo: Cruzar internações respiratórias (SIH/DATASUS, CID-10 J) dos 13 municípios com focos de calor do INPE e perguntar a escolas, secretarias e lideranças sobre deslocamentos e aulas suspensas em anos de grandes incêndios.
Lastro: 8 estudos · convergência 3/3 · citação principal: ARRUDA; SILVA (2024)
AME-02 Exposição a mercúrio (garimpo de ouro e queimadas) e a chumbo (queimadas) em Poconé e Barão de Melgaço confiança média Mato Grosso
Moradores de Poconé e Barão de Melgaço estão expostos a mercúrio (garimpo de ouro e queimadas) e a chumbo (queimadas).
Ressalva: Coleta única de 2012, com níveis baixos, semelhantes aos de outras populações com exposição ambiental; origem dos metais atribuída pelos autores; confirmar exige exames laboratoriais, não só entrevista.
Como verificar em campo: Levantar com SES-MT (Vigipeq), secretarias municipais de saúde e UFMT biomonitoramento recente de Hg e Pb e verificar com prefeitura e ANM garimpos e fundições de ouro ativos em Poconé.
Lastro: 2 estudos · convergência 3/3 · citação principal: JESUS et al. (2018)
AME-03 Dengue e leishmanioses nos municípios pantaneiros de MT, sobretudo Cáceres (dados até 2016) confiança média Mato Grosso
Até 2016, dengue e leishmanioses atingiam municípios pantaneiros de MT; Cáceres liderou em risco de dengue e em leishmaniose tegumentar.
Ressalva: Dengue de 2009-2011 e leishmanioses de 2007-2016, estas em números pouco expressivos (metade da tegumentar em Cáceres); a difusão regional da dengue vem de estudo centrado no Pantanal de MS.
Como verificar em campo: Extrair do SINAN as séries de dengue e de leishmaniose visceral e tegumentar dos 13 municípios de 2017 a 2025, comparar Cáceres aos demais e confirmar com a vigilância de Cáceres vetores e cães reagentes.
Lastro: 3 estudos · convergência 3/3 · citação principal: OLIVEIRA et al. (2025)
AME-04 Expropriação territorial e violência contra indígenas, quilombolas e comunidades pantaneiras confiança alta Mato Grosso
Indígenas, quilombolas e comunidades pantaneiras sofrem expropriação e pressão territorial, inclusive violenta, de fazendas, reserva de conservação e garimpo.
Ressalva: Violência física documentada só contra os Guató (Barão de Melgaço), antes da homologação de 2018; expulsão por compra de fazendas para reserva; garimpo e agronegócio são ameaça externa a Mata Cavalo.
Como verificar em campo: Ouvir lideranças Guató, de Mata Cavalo (N. S. do Livramento) e de São Pedro de Joselândia sobre expulsões, cercamentos e ameaças recentes e levantar conflitos registrados por CPT, FUNAI, INCRA e MPF.
Lastro: 11 estudos · convergência 3/3 · citação principal: ARRUDA; SILVA (2024)
AME-05 Alterações no regime de cheias, seca e mudança do clima afetando segurança alimentar e saúde no Pantanal Norte de MT confiança média Mato Grosso
Mudança do clima, alterações nas cheias e seca crescente afetam segurança alimentar e saúde de comunidades rurais do Pantanal Norte.
Ressalva: Percepção de entrevistados de Barão de Melgaço, Poconé, N. S. do Livramento e S. A. de Leverger; a atribuição à mudança do clima não se confirma em campo; o efeito na dieta é projetado, não medido.
Como verificar em campo: Perguntar a famílias rurais de Barão de Melgaço, Poconé, N. S. do Livramento e S. A. de Leverger sobre perdas de roça, gado e pesca em cheias e secas recentes e aplicar a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar.
Lastro: 3 estudos · convergência 3/3 · citação principal: VITORINO et al. (2026)
AME-06 Legislação da pesca e pescadores artesanais em MT: Lei 12.197/2023, seguro-defeso e proibições sem consulta confiança média Mato Grosso
Lei estadual 12.197/2023, normas de pesca sem consulta e entraves ao seguro-defeso ameaçam pesca artesanal e territórios pesqueiros em MT.
Ressalva: Relatos de Cáceres (2015-2017, uma tese) tratam de normas anteriores a 2023; a 'lei da pesca' que exige registro para o seguro-defeso não é identificada pelo número; atraso no pagamento visto em 2016.
Como verificar em campo: Entrevistar colônias de pescadores de Cáceres, Barão de Melgaço e S. A. de Leverger sobre efeitos da Lei 12.197/2023, consulta prévia e seguro-defeso e levantar beneficiários por município antes e depois de 2023.
Lastro: 4 estudos · convergência 3/3 · citação principal: NUNES; SILVA (2025)
AME-07 Erosão de saberes tradicionais e do patrimônio imaterial em Barão de Melgaço, Cáceres e Santo Antônio de Leverger confiança alta Mato Grosso
Enfraquece a transmissão intergeracional de saberes tradicionais e patrimônio imaterial em Barão de Melgaço, Cáceres e Santo Antônio de Leverger.
Ressalva: Parte do campo é antiga (2007-2008, 2012); estudos de 2022 e 2026 registram continuidade dos saberes ao lado do risco de erosão; o enfraquecimento exige comparação no tempo.
Como verificar em campo: Ouvir detentores (cururueiros, parteiras, raizeiros) e jovens em Joselândia, Mimoso e comunidades ribeirinhas de Cáceres sobre quem ainda pratica e ensina os saberes e se as festas sacras mantêm o rito completo.
Lastro: 7 estudos · convergência 3/3 · citação principal: KAWAHARA; SATO (2015)
AME-08 Hidrelétricas (APM Manso e PCHs) e a percepção de redução do pescado e da segurança alimentar ribeirinha em MT confiança média Mato Grosso
Usina APM Manso é percebida como redutora do pescado e da segurança alimentar ribeirinha; PCHs projetadas ameaçam modos de vida.
Ressalva: No recorte, só a percepção de professores de Barão de Melgaço (2023); relato de pescadores é de Várzea Grande, fora do recorte; usina não é causa única; PCHs: alerta estadual, sem projeto citado.
Como verificar em campo: Perguntar a pescadores e colônias de Barão de Melgaço e S. A. de Leverger sobre captura e cheia da baía Chacororé desde a APM Manso, cruzar com vazões da ANA e levantar na SEMA-MT pedidos de PCHs na bacia.
Lastro: 3 estudos · convergência 3/3 · citação principal: NUNES; SILVA (2025)
AME-09 Êxodo rural e periferização de peões e sitiantes pantaneiros em Cáceres confiança média Mato Grosso
Peões e pequenos sitiantes pantaneiros de Cáceres deixam o campo rumo à periferia urbana, e famílias ribeirinhas diminuem no município.
Ressalva: Evidência de Cáceres de campo de 2009 e 2012; queda da população rural de 2010-2022 medida em escala de bioma (MT e MS); agravamento de problemas urbanos é projeção condicional (2024).
Como verificar em campo: Comparar a população dos setores rurais de Cáceres nos Censos 2010 e 2022 e ouvir CRAS, sindicato rural, colônia de pescadores e moradores de bairros periféricos sobre a origem pantaneira das famílias.
Lastro: 4 estudos · convergência 3/3 · citação principal: DIAS et al. (2025)
AME-10 Fronteira com a Bolívia como rota do tráfico de drogas e de armas e suscetibilidade dos jovens de Cáceres confiança média Mato Grosso
Em Cáceres, carência de investimentos e empregos torna jovens mais suscetíveis ao tráfico de drogas e armas pela fronteira boliviana.
Ressalva: Lastro empírico de um só estudo municipal (Cáceres, 2024); editorial de 2011 é opinativo e de escala de bioma; suscetibilidade é construto interpretativo, verificável só por indicadores indiretos.
Como verificar em campo: Levantar na Vara da Infância, Polícia Civil e CREAS de Cáceres atos infracionais e apreensões de jovens por tráfico e ouvir escolas e Conselho Tutelar sobre aliciamento, com dados de desemprego juvenil.
Lastro: 2 estudos · convergência 3/3 · citação principal: VARGAS et al. (2024)
Os 40 itens em tabela
Cada item é uma proposição verificável. As colunas da tabela têm o seguinte significado:
- Lastro: número de estudos distintos do corpus que sustentam o item, obtido pelo mapeamento das 1223 evidências extraídas contra os 40 itens por dois mapeadores independentes (adotou-se a interseção).
- Convergência: em quantas de três execuções independentes da síntese o item apareceu (3/3, 2/3 ou 1/3).
- Confiança: critério composto de lastro e convergência. Lastro de 10 ou mais estudos vale 2 pontos, de 5 a 9 vale 1, de 4 ou menos vale 0; convergência 3/3 vale 2, 2/3 vale 1, 1/3 vale 0. Alta: 3 ou mais pontos; média: 2; baixa: 1 ou menos.
- Ancoragem: território em que a evidência das citações exibidas foi produzida (Mato Grosso; Mato Grosso em parte; Pantanal Sul, em Mato Grosso do Sul, e outros territórios; Pantanal sem território definido). A ancoragem é independente da confiança.
- Verificável: se o item pode ser verificado em campo.
Clique em uma linha para ver a proposição completa, a ressalva, o modo de verificação em campo e as citações exibidas (200 no total, de 85 obras), com autor, ano e link para o DOI.
Distribuição: confiança alta em 19 itens, média em 18 e baixa em 3; convergência 3/3 em 34, 2/3 em 6 e 1/3 em 0; ancoragem em Mato Grosso em 40 itens, em parte em Mato Grosso em 0, predominantemente no Pantanal Sul ou em outros territórios em 0; 40 itens verificáveis em campo.
Fonte: Matriz FOFA em formato integrado e planilha dos quadros FOFA (Anexo A) do pacote da área sociodemográfica. As citações exibidas são trechos curtos dos estudos, reproduzidos com indicação de autor e fonte para fins de estudo e crítica (Lei 9.610/1998, art. 46, III). As citações foram conferidas contra o texto original: 184 no PDF, 8 no resumo indexado e 7 no PDF com variação decorrente da extração de texto; 1 não localizada pelo conferidor automático e conferida à mão, conforme o relatório da área. Dados em CSV: itens · citações.
Ancoragem por município
A tabela conta, para cada município do recorte, quantos dos 255 estudos do corpus o citam pelo nome (no título, no resumo ou nas evidências extraídas do estudo) e em quantos dos 40 itens as fontes citadas mencionam o município.
Nenhum estudo do corpus cita Curvelândia, Glória D’Oeste, Lambari D’Oeste, Porto Esperidião e Rondonópolis (linhas destacadas). Esses municípios dependem da revisão complementar e da pesquisa de campo para qualquer afirmação municipal. Ao todo, 62 dos 255 estudos citam ao menos um município do recorte.
Recorte geográfico dos 255 estudos distintos do corpus:
Fonte: análise geográfica do corpus (identificação lexical dos municípios e territórios citados em cada registro), consolidada por estudo distinto. A classificação de cada estudo segue a do registro principal do estudo.
Matriz complementar (revisão documental)
A lacuna das etiquetas de município e parte de outras três foram para a Etapa 8; ficaram como limitação o SUAS (o CRAS aparece só como endereço), a violência letal por município e a organização de mulheres. Fica de fora também o que o acervo não diz de forma recuperável — a passagem que não nomeia o município (490 passagens com item em documentos dedicados a um município), o dado em tabela ou mapa. A aba ““Descartes e rejeições”” registra o que caiu e por quê — 4 proposições rejeitadas na auditoria e 40 descartadas por convergência insuficiente.
A matriz é o mapa do que um acervo determinado registra, e não um diagnóstico completo da área: o silêncio do acervo sobre um município não significa ausência do fenômeno.
A matriz complementar reúne 84 itens extraídos do acervo documental (81 documentos triados e lidos (81 textos), 1.853 passagens de evidência, matriz de 84 itens auditada em duas rodadas). Ela não altera os 40 itens da matriz validada: 26 itens correspondem a um item da matriz validada e 58 são itens novos. A coluna “Fontes” conta observações independentes e não documentos: documentos que repetem o mesmo parágrafo com outro topônimo contam como uma observação. A rodada 1 varreu todo o acervo; a rodada 2 tratou lacunas temáticas indicadas pela auditoria de completude.
Fonte: Matriz complementar (Anexo D da revisão complementar) do pacote da área sociodemográfica. Os documentos do acervo e da busca dirigida, os textos extraídos deles e a base de evidências não são publicados neste site. Dados em CSV: matriz complementar.
FOFA municipal
A FOFA municipal cruza os 40 itens da matriz validada com cada um dos 13 municípios e atribui a cada par um status de evidência. Os status vêm das revisões sistemática e complementar e da tipologia municipal da área; nenhum resulta de verificação em campo.
| Status | O que significa | Como usar |
|---|---|---|
| DOCUMENTADO | Fonte direta nomeia o município ao tratar do item | Achado. Pode ser afirmado. |
| REGIONAL | Fonte de escala supramunicipal cobre o município, sem nomeá-lo neste ponto | Achado com ressalva de escala. |
| INFERIDO hipótese de campo | Similaridade estrutural com município documentado, segundo a tipologia municipal; a base de cada par nomeia o município de referência e o critério | Hipótese. Verificar em campo. Não conta como evidência em nenhuma contagem de lastro. |
| CONTRAINDICADO | Indicador municipal da Fase I refuta o item | Achado negativo. |
| NÃO AVALIADO | Sem base para afirmar ou negar | Lacuna declarada. |
Nos 520 pares município × item: 271 documentados, 151 regionais, 17 inferidos, 45 contraindicados e 36 não avaliados. A base factual soma documentado, regional e contraindicado, isto é, o que se apoia em fonte ou em dado, e não em similaridade. O item a item de cada município está na página do município (link na tabela).
Fonte: Matriz cruzada municipal (Anexo B da revisão complementar) e tipologia municipal do pacote da área sociodemográfica. Dados em CSV: FOFA municipal.