Área econômica — matriz FOFA
Pacote da área econômica regerado em 23/09/2026, conforme deliberação da coordenação de 21/09/2026, e reverificado em 24/09/2026 (397 arquivos). Matriz FOFA validada pela coordenação em 24/08/2026. Relatório: RSE da área econômica, v1 (PDF).
Esta página apresenta a matriz FOFA (forças, oportunidades, fraquezas e ameaças) da área-chave econômica dos 13 municípios do Pantanal Norte. A matriz resulta da revisão sistemática; a revisão documental complementar e a FOFA municipal aparecem nas seções finais, separadas da matriz validada. Os estudos do corpus estão em Estudos do corpus.
Seleção dos estudos
CAPES 447 · SciELO 122 · Scopus 809
1.378
340
1.038
199
839
por título 525 · por resumo 76 · identificação da fonte 1 · duplicata do mesmo estudo 1
603
236
11
225
Ver todos os números do fluxo em tabela
Fonte: planilha de triagem e fluxo PRISMA do pacote da área econômica (Anexo B da revisão sistemática). Buscas: 20/08/2026 | Triagem concluída: 22/08/2026 | Fechamento: 24/08/2026. Triagem por título: 2 avaliadores independentes + desempate. Triagem por resumo: 3 rodadas, 2 avaliadores + desempate cada. Os 236 registros incluídos correspondem a 225 estudos distintos: 11 registros são versões do mesmo estudo em outra língua ou outra base, mantidas no corpus por deliberação da coordenação de 21/09/2026.
A matriz em quadrantes
Os 40 itens validados: 10 forças, 10 oportunidades, 10 fraquezas e 10 ameaças. Clique em um item para ver a proposição completa, a ressalva e como verificá-lo em campo. Os selos mostram a confiança e a ancoragem territorial da evidência.
Forças (internas, favoráveis)
FOR-01 Pecuária extensiva secular de cria em pastagens nativas confiança alta Mato Grosso
Pecuária extensiva de cria e recria sobre pastagens nativas, praticada há mais de dois séculos, predomina economicamente na planície pantaneira.
Ressalva: Ancorado em MT, mas parte das citações é da Nhecolândia (MS). 'Predomina' exige critério pactuado (valor da produção, área ou pessoal ocupado); a antiguidade bicentenária só se confirma em fontes documentais, não em campo.
Como verificar em campo: Comparar o valor da produção pecuária com o das demais atividades (PPM/PAM-IBGE, Censo Agropecuário) nos 13 municípios e confirmar em fazendas e sindicatos rurais a fase criada, o uso de pastagem nativa e o tempo de operação.
Lastro: 40 estudos · convergência 3/3 · citação principal: LEANDRO; ROCHA (2019)
FOR-02 Baixo custo, economia de escala e menor risco econômico do sistema de cria confiança média Mato Grosso
Fazendas de cria em pastagem nativa e grande escala têm custo unitário baixo, menor risco e ágio no bezerro pantaneiro.
Ressalva: Lastro de 4 estudos, confiança média. O CV de 19,47% vem de simulação e o ágio de 30% do relato de um único pecuarista; 'custo baixo' e 'menor risco' só decidem com base comparativa explícita (recria e engorda).
Como verificar em campo: Levantar custo, área e preço de venda em amostra de fazendas de cria (pecuaristas, assistência técnica, sindicatos, leilões) e comparar a cotação do bezerro pantaneiro com a referência regional da arroba (Imea).
Lastro: 4 estudos · convergência 3/3 · citação principal: SOUZA et al. (2016)
FOR-03 Turismo de natureza consolidado ancorado em fauna emblemática e avifauna confiança alta Mato Grosso (parcial)
Turismo de natureza, com onça-pintada e aves como produtos-âncora, é destino consolidado e o setor que mais cresce em empregos.
Ressalva: Abrangência parcialmente MT (Poconé, Barão de Melgaço, Cáceres); a observação de onça concentra-se em Porto Jofre. 'Consolidado' e 'que mais cresce' exigem critério e período de comparação definidos antes do campo.
Como verificar em campo: Comparar a evolução dos vínculos formais do turismo (RAIS/CAGED) e dos cadastros Cadastur com os demais setores, por município, e perguntar a pousadas e operadoras quais produtos mais vendem (safári de onça, birdwatching).
Lastro: 15 estudos · convergência 3/3 · citação principal: THOMÉ (2018)
FOR-04 Cadeia da pesca artesanal, profissional e turística geradora de emprego e renda confiança alta Mato Grosso
Pesca artesanal, profissional e turística articula pescadores, coletores de iscas, piloteiros e barcos-hotéis, gerando emprego, renda e segurança alimentar ribeirinha.
Ressalva: Ancorado em MT, mas as cifras (30 mil pessoas; R$ 101 milhões em Corumbá) vêm do Pantanal Sul; a escala no recorte mato-grossense precisa ser medida. Hotelaria, agências e estaleiros ficaram fora da proposição.
Como verificar em campo: Levantar registros de pescadores (RGP, colônias Z), frota de barcos-hotéis, piloteiros e iscarias por município, a receita da temporada junto a agências, e perguntar a ribeirinhos quanto do pescado vai para consumo próprio.
Lastro: 18 estudos · convergência 3/3 · citação principal: ZANATTA; MACIEL (2021)
FOR-05 Fazendas-hotéis e turismo rural em consórcio com a pecuária confiança alta Mato Grosso (parcial)
Pecuaristas converteram propriedades em fazendas-hotéis e pousadas rurais, mantendo a pecuária, com receita e empregos não agrícolas adicionais.
Ressalva: Abrangência parcialmente MT (Poconé, Transpantaneira), 6 estudos. Os estudos não quantificam quantas fazendas converteram nem o peso da receita turística; a ocorrência nos demais dos 13 municípios é o que o campo deve testar.
Como verificar em campo: Listar fazendas-hotéis e pousadas rurais por município (Cadastur, secretarias de turismo, plataformas de reserva) e confirmar em visita se mantêm rebanho ativo e quanto da receita e do emprego vem do turismo.
Lastro: 6 estudos · convergência 3/3 · citação principal: FERNANDES et al. (2021)
FOR-06 Agroextrativismo cooperativado de frutos nativos com acesso a mercados e exportação confiança alta Mato Grosso
Cooperativas de cumbaru e bocaiuva vendem em feiras, supermercados e exportação; o extrativismo está entre as principais rendas das famílias.
Ressalva: Os 720 afiliados e os 82% referem-se aos seis municípios extrativistas da Baixada Cuiabana, nem todos no recorte dos 13. Definir antes do campo o que conta como 'principais fontes de renda' (o item usa as três primeiras).
Como verificar em campo: Visitar cooperativas e associações extrativistas (famílias afiliadas, volumes, notas de venda e destinos, inclusive exportação) e aplicar às famílias coletoras questionário de composição e hierarquia das fontes de renda.
Lastro: 6 estudos · convergência 3/3 · citação principal: OLIVEIRA; PASA (2024)
FOR-07 Apicultura de produtividade superior aos demais biomas com base associativa confiança alta Pantanal Sul (MS) e outros
Apicultura pantaneira supera os demais biomas mato-grossenses em produção média por município e por área, apoiada em associações de apicultores.
Ressalva: Abrangência classificada como predominante MS/outros, embora a comparação do item seja entre biomas de MT; a marca 'Mel do Pantanal' e a parceria com o Sebrae foram documentadas fora do recorte. Lastro de 5 estudos.
Como verificar em campo: Comparar na PPM/IBGE a produção de mel por município e por área entre Pantanal, Cerrado e Amazônia em MT, e verificar com associações de apicultores e Sebrae entrepostos, floradas, marca e canais de venda.
Lastro: 5 estudos · convergência 3/3 · citação principal: FERREIRA et al. (2016)
FOR-08 Pecuária orgânica certificada e de baixa pegada como diferencial de mercado confiança alta Pantanal Sul (MS) e outros
Pecuária extensiva pantaneira viabiliza carne bovina orgânica certificada e de menor pegada humana, reconhecida como caso global de uso sustentável.
Ressalva: Evidência do Pantanal Sul: os únicos 18 produtores certificados estão em MS e nos 13 municípios a proposição pode ser refutada. Só a certificação decide em campo; 'menor pegada' e o reconhecimento global vêm da literatura.
Como verificar em campo: Consultar o cadastro CNPO/MAPA e certificadoras por município e perguntar a frigoríficos e pecuaristas se há abate e venda com selo orgânico; as demais orações não têm indicador de campo.
Lastro: 6 estudos · convergência 3/3 · citação principal: CHIARAVALLOTI et al. (2023)
FOR-09 Raças localmente adaptadas: bovino e ovino pantaneiro confiança média Mato Grosso (parcial)
Bovino e ovino Pantaneiro, raças adaptadas ao calor, às cheias e ao manejo extensivo, são mantidos em rebanhos da região.
Ressalva: Lastro de 4 estudos, confiança média; plantéis e a certificação em curso do ovino estão documentados em MS. O menor impacto ambiental ante raças exóticas ficou fora: é resultado de pesquisa, não decidível em campo.
Como verificar em campo: Consultar Embrapa Pantanal, universidades e associações de criadores sobre plantéis de bovino e ovino Pantaneiro nos 13 municípios e o estágio da certificação da raça ovina, confirmando os animais em visita às fazendas.
Lastro: 4 estudos · convergência 3/3 · citação principal: BIAZOLLI et al. (2020)
FOR-10 Rebanho de escala nacional com agroindústria da carne instalada confiança baixa Mato Grosso
Cáceres concentra o maior rebanho bovino regional de Mato Grosso (~1,8 milhão de cabeças) e abriga frigoríficos, curtumes e laticínios.
Ressalva: Convergência 1/3, confiança baixa. O valor de 1,8 milhão pode referir-se à microrregião e não só a Cáceres, e é datado; a posição no ranking exige PPM/IBGE atualizada. 'Instalado' não equivale a 'em operação'.
Como verificar em campo: Consultar o efetivo bovino por município na PPM/IBGE e no INDEA-MT e listar frigoríficos, curtumes e laticínios em Cáceres nos cadastros sanitários (SIF/INDEA-MT), confirmando em visita quais seguem operando.
Lastro: 5 estudos · convergência 1/3 · citação principal: FARIAS; GIRARD (2019)
Oportunidades (externas, favoráveis)
OPO-01 Turismo de observação de vida selvagem com demanda internacional em expansão confiança alta Pantanal Sul (MS) e outros
Observação de aves e onças e pesca esportiva atraem demanda internacional crescente e geram receita mensurável no Pantanal.
Ressalva: Lastro predominante do Pantanal Sul (MS); os US$ 6,8 milhões/ano referem-se ao ecoturismo de onça em porção do Pantanal brasileiro, não ao trecho mato-grossense, cuja demanda não está medida.
Como verificar em campo: Levantar em pousadas, operadoras e CATs dos 13 municípios o número e a origem dos turistas de observação e de pesca esportiva e a receita anual declarada nos últimos cinco anos (checar CADASTUR).
Lastro: 11 estudos · convergência 3/3 · citação principal: TORTATO et al. (2017)
OPO-02 Turismo complementar à pecuária como diversificação da renda das fazendas confiança alta Pantanal Sul (MS) e outros
Fazendas de pecuária extensiva com turismo na mesma propriedade diversificam receita, compensam perdas de rebanho e atenuam sazonalidade.
Ressalva: Evidência predominante do Pantanal de MS; é preciso confirmar se o arranjo fazenda-pousada no mesmo imóvel existe e tem difusão semelhante no Pantanal mato-grossense.
Como verificar em campo: Entrevistar proprietários de fazendas com hospedagem nos 13 municípios sobre a participação do turismo na receita total, a compensação de perdas de rebanho e a ocupação mês a mês.
Lastro: 7 estudos · convergência 3/3 · citação principal: RIBEIRO (2018)
OPO-03 PSA e financiamento climático (TFFF, Fundo Clima Pantanal, ICMS Ecológico) confiança alta Mato Grosso (parcial)
Instrumentos externos de remuneração da conservação (TFFF, Fundo Clima Pantanal, ICMS Ecológico) existem, mas nenhum PSA opera na região.
Ressalva: Fundo Clima Pantanal e o arranjo de PSA são normas de MS; o TFFF, lançado na COP30 (nov/2025), ainda não tem regras operacionais nem elegibilidade definida para imóveis do Pantanal.
Como verificar em campo: Consultar SEMA-MT, secretarias municipais de meio ambiente e de fazenda sobre repasses de ICMS Ecológico e verificar com órgãos ambientais e ONGs se há contrato de PSA vigente nos 13 municípios.
Lastro: 8 estudos · convergência 3/3 · citação principal: CARVALHO JUNIOR et al. (2026)
OPO-04 Certificação e indicação geográfica com prêmio de preço (IG Mel do Pantanal) confiança alta Mato Grosso (parcial)
Produtores com selo de origem ou certificação (IG Mel do Pantanal, orgânico, carne certificada) recebem preço superior ao convencional.
Ressalva: Os percentuais (30% no orgânico; 65% dispostos a pagar mais pela carne certificada) vêm de estudos fora do recorte e, no caso da carne, medem disposição a pagar declarada, não preço efetivamente recebido.
Como verificar em campo: Comparar preços recebidos por apicultores e pecuaristas com e sem selo (notas fiscais, cooperativas, entrepostos) e checar quantos produtores dos 13 municípios estão registrados na IG Mel do Pantanal.
Lastro: 6 estudos · convergência 3/3 · citação principal: ARAÚJO et al. (2023a)
OPO-05 Bioeconomia da sociobiodiversidade: cumbaru, pequi e guavira em mercados em alta confiança alta Mato Grosso
Cumbaru, pequi e guavira acessam mercados nacionais e internacionais em crescimento, abrindo espaço para agroindustrialização e renda extrativista.
Ressalva: A projeção de US$ 47 milhões para o cumbaru é de consultoria de mercado global (FACT.MR); o crescimento externo não implica, por si, demanda pelos produtos dos 13 municípios nem preço maior ao coletor.
Como verificar em campo: Levantar em associações e cooperativas extrativistas de Poconé e Santo Antônio de Leverger volumes coletados, compradores, destino (nacional ou exportação) e preços por safra de cumbaru, pequi e guavira.
Lastro: 10 estudos · convergência 3/3 · citação principal: OLIVEIRA; PASA (2024)
OPO-06 Mercados institucionais de compras públicas (PNAE, PAA/CONAB) como renda segura confiança média Mato Grosso (parcial)
PNAE e PAA/CONAB garantem escoamento e preço à agricultura familiar, agroindústrias de nativas e apicultores, reduzindo risco de comercialização.
Ressalva: Lastro baixo (4 estudos, confiança média) e evidência parcial de MT; as fontes mostram acesso aos programas e que eles 'visam garantir' escoamento, além de depender de execução orçamentária anual.
Como verificar em campo: Obter nas secretarias de educação (chamadas do PNAE) e na CONAB valores, produtos e nº de fornecedores com CAF por município, e perguntar a fornecedores sobre regularidade de compra e de pagamento.
Lastro: 4 estudos · convergência 3/3 · citação principal: FABIO et al. (2023)
OPO-07 Marco legal e crédito direcionado à produção sustentável (Lei do Pantanal, FCO) confiança alta Mato Grosso (parcial)
Marco legal e crédito direcionado (Lei do Pantanal, FCO) formam ambiente regulatório e financeiro favorável às cadeias produtivas sustentáveis.
Ressalva: 'Ambiente favorável' é juízo agregado, sem limiar observável que o refute; Lei do Pantanal e arranjo de PSA são normas de MS, sem vigência em MT. A descrição inclui ainda piscicultura desburocratizada e Plano de Áreas Prioritárias.
Como verificar em campo: Separar os instrumentos: checar no BB/FCO o volume contratado por município e finalidade sustentável e confirmar com SEMA-MT e SEAF-MT quais das normas citadas de fato vigoram em Mato Grosso.
Lastro: 7 estudos · convergência 3/3 · citação principal: BITENCOURT et al. (2024)
OPO-08 Demanda global por carne rastreada, orgânica e criada a pasto ("boi verde") confiança média Mato Grosso (parcial)
A demanda global por carne rastreada e orgânica beneficia o boi pantaneiro criado a pasto, com rede técnico-comercial estruturada.
Ressalva: Convergência 2/3 e confiança média; a rede de carne orgânica documentada é sobretudo do Pantanal de MS, e a demanda global só se afere por dados secundários (Comex Stat, Abiec), não em campo.
Como verificar em campo: Verificar com sindicatos rurais, certificadoras, frigoríficos e produtores quantas fazendas dos 13 municípios têm certificação orgânica ou rastreabilidade e se há comprador pagando por esses atributos.
Lastro: 7 estudos · convergência 2/3 · citação principal: BICALHO; ARAÚJO (2021)
OPO-09 Piscicultura e cadeia da isca viva com viabilidade econômica comprovada confiança média Mato Grosso
Piscicultura é economicamente viável (TIR 48%, payback 2,4 anos) e a cadeia da isca viva pode ampliar ganhos aos fornecedores.
Ressalva: TIR de 48% ao ano e payback de 2,4 anos vêm de um único estudo de caso, não de amostra regional; convergência 2/3. O ganho da isca viva é potencial, e a proposição omite o menor investimento inicial.
Como verificar em campo: Levantar com piscicultores de Cáceres, Poconé e Barão de Melgaço custos de implantação, produção e preços para recalcular TIR e payback, e entrevistar isqueiros sobre volume e receita da isca viva.
Lastro: 6 estudos · convergência 2/3 · citação principal: CURVO et al. (2020)
OPO-10 Demanda regional de alimentos não atendida (hortifrúti, hotelaria, fronteira) confiança baixa Mato Grosso
Municípios pantaneiros importam hortifrutigranjeiros que poderiam ser produzidos localmente, havendo demanda não suprida em hotelaria, comércio e fronteira boliviana.
Ressalva: Confiança baixa (4 estudos, convergência 2/3), evidência de Cáceres e Mirassol d'Oeste; 'poderiam ser produzidos localmente' supõe aptidão e logística não avaliadas, e a demanda não suprida carece de volume e preço.
Como verificar em campo: Checar em CEASA, atacadistas, supermercados, pousadas e feiras de Cáceres e Mirassol d'Oeste a origem dos hortifrúti e o volume vindo de fora do estado, e entrevistar feirantes sobre a demanda boliviana.
Lastro: 4 estudos · convergência 2/3 · citação principal: NEVES et al. (2013)
Fraquezas (internas, desfavoráveis)
FRA-01 Pecuária extensiva de baixa produtividade e alta ineficiência técnica confiança alta Mato Grosso
A pecuária extensiva pantaneira, criada em pastagem nativa, apresenta baixos índices zootécnicos, 3,6–5,0 ha/animal e margem negativa na engorda.
Ressalva: Margem e desfrute variam com o ano e o preço do boi; os escores DEA da fonte não são observáveis em campo. Fixar uma safra de referência e decidir pelos índices zootécnicos e pela lotação.
Como verificar em campo: Medir em fazendas dos 13 municípios a lotação (ha/animal), natalidade e desmame, e o resultado por arroba de uma safra de engorda; comparar com Embrapa Pantanal, Indea e Imea.
Lastro: 9 estudos · convergência 3/3 · citação principal: SOUZA et al. (2016)
FRA-02 Concentração fundiária extrema e insegurança de posse da terra confiança alta Mato Grosso
Latifúndios hereditários controlam cerca de 85% do bioma, enquanto quilombolas, ribeirinhos e assentados convivem com titulação paralisada e arrendamentos precários.
Ressalva: Os 85% e o Gini 0,749 são do bioma inteiro (MT+MS), não dos 13 municípios; a literatura indica mais pequenas propriedades no limite norte, mato-grossense. Concentração e insegurança de posse verificam-se separadamente.
Como verificar em campo: Calcular o Gini fundiário dos 13 municípios com SIGEF/INCRA, CAR e DATALUTA-MT; levantar no INCRA-MT, INTERMAT e Palmares os processos de titulação parados e ouvir associações sobre arrendamentos.
Lastro: 13 estudos · convergência 3/3 · citação principal: KMITTA; LEITE (2023)
FRA-03 Infraestrutura precária de acesso, energia e comunicação confiança alta Pantanal Sul (MS) e outros
Na planície, estradas exigem 4x4 ou avião na cheia, falta energia elétrica e telefonia e internet têm sinal deficiente.
Ressalva: Evidência predominante do Pantanal Sul (Aquidauana, Estrada-Parque), enunciada aqui para os 13 municípios de MT. 'Boa parte da planície' não tem limiar; parte já pode estar eletrificada e com cobertura móvel.
Como verificar em campo: Percorrer os acessos na seca e na cheia registrando trafegabilidade; checar por localidade a cobertura da concessionária de energia e da Anatel; medir sinal móvel e perguntar gastos com gerador e frete.
Lastro: 13 estudos · convergência 3/3 · citação principal: RIBEIRO; MORETTI (2014)
FRA-04 Carência de assistência técnica, crédito rural e extensão confiança alta Mato Grosso
Produtores familiares, pescadores e piscicultores pantaneiros atuam sem assistência técnica especializada, maquinário e acesso a linhas de crédito rural.
Ressalva: Formulada como ausência absoluta: um atendimento da Empaer ou um contrato de Pronaf a refutaria. Fixar critério de cobertura (visitas de ATER/ano e contratos por estabelecimento), não existência isolada.
Como verificar em campo: Obter na Empaer/Sebrae as visitas de ATER por município e no Sicor/BCB os contratos de Pronaf e FCO; perguntar a produtores, pescadores e piscicultores quando receberam a última visita técnica.
Lastro: 6 estudos · convergência 3/3 · citação principal: BITENCOURT et al. (2024)
FRA-05 Cadeias desarticuladas, baixa agregação de valor e dependência de atravessadores confiança alta Mato Grosso
Cadeias de mel, cumbaru, pescado e ovinos operam sem organização formal, com baixa agregação de valor e venda a atravessadores.
Ressalva: Agrega quatro cadeias distintas: pode confirmar-se para mel e cumbaru e refutar-se para pescado, de modo que o veredito deve ser emitido por cadeia. 'Baixa agregação' exige comparar preço ao produtor e preço final.
Como verificar em campo: Mapear por município as cooperativas e associações ativas e, com produtores de mel, cumbaru, pescado e ovinos, registrar comprador, preço recebido, preço no varejo e etapa de processamento local.
Lastro: 15 estudos · convergência 3/3 · citação principal: MELO et al. (2017b)
FRA-06 Sazonalidade cheia-seca: custos extras e ociosidade produtiva confiança alta Mato Grosso
Cheia e seca impõem arrendamento de pastagem, perda de gado e cercas, e paralisação de 70% da hotelaria na cheia.
Ressalva: Os 70% vêm de survey com empresários de hotelaria em Poconé: ordem de grandeza. Não cobre a perda de peso e a redução de abates na seca, também afirmadas; a intensidade depende do ciclo hidrológico do ano.
Como verificar em campo: Levantar com pecuaristas o gasto de arrendamento e as cabeças e cercas perdidas por cheia (registros de rebanho, GTA) e, em pousadas, os meses de fechamento e a ocupação mensal do último ciclo.
Lastro: 6 estudos · convergência 3/3 · citação principal: LACERDA (2017)
FRA-07 Baixa renda, informalidade e indicadores sociais abaixo das médias estaduais confiança alta Pantanal Sul (MS) e outros
Renda per capita ribeirinha muito inferior à média estadual, maioria em trabalho informal e IDHM municipal abaixo do estadual.
Ressalva: Os valores de referência (R$ 644,44; 59,3% informais) vêm de comunidades específicas, em parte fora de MT, e exigem amostra local; o IDHM é média municipal e mascara a heterogeneidade interna.
Como verificar em campo: Aplicar questionário de renda e ocupação em comunidades ribeirinhas dos 13 municípios; comparar com Censo 2022, CadÚnico e RAIS, e o IDHM (Atlas Brasil) dos municípios frente à média de MT.
Lastro: 10 estudos · convergência 3/3 · citação principal: MACHADO et al. (2025)
FRA-08 Envelhecimento da mão de obra, baixa escolaridade e ausência de sucessão rural confiança alta Mato Grosso
Peões, pescadores e extrativistas envelhecem sem sucessão, filhos de pecuaristas deixam a fazenda e falta mão de obra qualificada localmente.
Ressalva: 'Sem sucessão' é tendência intergeracional: a visita capta o perfil etário atual, não a trajetória; exige Censos Agropecuários 2006/2017, RGP e RAIS. A perda do know-how tradicional não é verificável.
Como verificar em campo: Registrar idade e escolaridade de peões, pescadores e extrativistas em fazendas e colônias Z, checar a faixa etária no RGP e na RAIS/CAGED e perguntar a cada titular se há sucessor residente na atividade.
Lastro: 11 estudos · convergência 3/3 · citação principal: LAMOSO (2020)
FRA-09 PSA e instrumentos econômicos de conservação sem implementação efetiva confiança média Pantanal Sul (MS) e outros
Os esquemas de pagamento por serviços ambientais no Pantanal permanecem em estágio inicial, sem cadastro estadual implementado nem escala operacional.
Ressalva: O Cadastro Estadual de PSA citado é da legislação sul-mato-grossense; em MT o marco aplicável é outro e deve ser checado antes de qualquer afirmação. 'Escala operacional' carece de limiar.
Como verificar em campo: Consultar a Sema-MT e as prefeituras sobre regulamentação, cadastro, critérios de elegibilidade, editais e contratos de PSA nos 13 municípios, e quantos produtores recebem pagamento hoje, inclusive de ONGs.
Lastro: 4 estudos · convergência 3/3 · citação principal: MARTINEZ et al. (2024)
FRA-10 Turismo com trabalho precário, benefícios concentrados e baixa profissionalização confiança média Mato Grosso (parcial)
Ocupações turísticas por diária, sazonais e mal remuneradas; benefícios concentrados nos detentores de capital, sem apoio institucional ao turismo comunitário.
Ressalva: Convergência 2/3 e evidência parcialmente MT. A concentração no mesmo grupo que detinha a pecuária é afirmação histórico-estrutural, não decidível em campo; verificam-se diária, sazonalidade, remuneração e apoio.
Como verificar em campo: Levantar em pousadas a forma de contratação (diária ou carteira), a remuneração e os meses trabalhados; identificar os proprietários dos empreendimentos e perguntar às prefeituras que apoio existe ao turismo comunitário.
Lastro: 9 estudos · convergência 2/3 · citação principal: FERNANDES et al. (2021)
Ameaças (externas, desfavoráveis)
AME-01 Barramento dos rios da Bacia do Alto Paraguai por hidrelétricas e PCHs confiança alta Mato Grosso (parcial)
Hidrelétricas e PCHs no Alto Paraguai bloqueiam rotas de peixes migratórios, ameaçando renda da pesca profissional-artesanal e do turismo.
Ressalva: Abrangência parcialmente MT: as 52 usinas em operação e as mais de cem previstas são de toda a Bacia. Só o bloqueio pelas barragens já instaladas é observável; o efeito sobre a renda é prospectivo.
Como verificar em campo: Listar UHEs e PCHs em operação e licenciadas a montante (ANEEL, Sema-MT) e perguntar a colônias de pesca, guias e pousadas de Cáceres e Barão de Melgaço a variação de captura por pescaria e de diárias vendidas após os barramentos.
Lastro: 11 estudos · convergência 3/3 · citação principal: ZANATTA; MACIEL (2021)
AME-02 Avanço da soja e do agronegócio no planalto da Bacia do Alto Paraguai confiança alta Mato Grosso
Lavouras e pastagem no planalto assoreiam rios, alteram pulso de inundação, levam agrotóxicos à planície, afetando pecuária, pesca e turismo.
Ressalva: Ancorado em MT (Cáceres, Poconé). Assoreamento e alteração do pulso têm múltiplas causas; atribuí-los à expansão no planalto exige série histórica, não apenas relato de campo.
Como verificar em campo: Comparar série MapBiomas de conversão no planalto da BAP com sedimentos, turbidez e cotas da ANA (Taquari e Paraguai) e ouvir pecuaristas, pescadores e pousadas sobre bancos de areia, calendário de cheia e uso de agrotóxicos.
Lastro: 28 estudos · convergência 3/3 · citação principal: LOIOLA; FABRINI (2024)
AME-03 Megaincêndios recorrentes com perdas em pecuária, ecoturismo e apicultura confiança alta Pantanal Sul (MS) e outros
Megaincêndios recorrentes degradam pastagens, reduzem a receita do ecoturismo e destroem colmeias, causando perdas econômicas nas cadeias produtivas pantaneiras.
Ressalva: Lastro predominante MS/outros: os 26% queimados em 2020 referem-se ao bioma inteiro, não aos 13 municípios. 'Recorrentes' exige série temporal; um único ano não confirma nem refuta.
Como verificar em campo: Cruzar área queimada por município (INPE e MapBiomas Fogo, 2019-2025) com entrevistas em fazendas, pousadas de ecoturismo e associações de apicultores sobre perda de pasto, cancelamento de reservas e colmeias perdidas.
Lastro: 8 estudos · convergência 3/3 · citação principal: MARTINEZ et al. (2024)
AME-04 Secas e cheias extremas elevando custos e perdas da produção pecuária confiança alta Mato Grosso
Secas severas e cheias extremas reduzem pastagens, elevam gastos com suplementação, provocam perda de animais e desorganizam a comercialização bovina.
Ressalva: Ancorado em MT (Cáceres, Poconé, Santo Antônio de Leverger). O cenário projetado mais quente e seco é prospectivo; separar efeito climático de falhas de manejo exige comparar propriedades.
Como verificar em campo: Entrevistar pecuaristas e sindicatos rurais dos três municípios sobre gasto com suplementação, mortalidade e antecipação de vendas nas secas e cheias recentes; conferir com GTAs e abate do Indea-MT e cotas da ANA.
Lastro: 8 estudos · convergência 3/3 · citação principal: FARIAS; GIRARD (2019)
AME-05 Hidrovia Paraguai-Paraná e logística exportadora sobre o rio Paraguai confiança alta Mato Grosso
Dragagem, portos e navegação de grande calado no rio Paraguai ameaçam encurtar a inundação, subordinando pesca e turismo à exportação.
Ressalva: Ancorado em MT (Cáceres), mas o núcleo é prospectivo: dragagem e calado ainda não executados, logo o encurtamento da inundação não é confirmável hoje. Verificáveis só o estágio das obras e o tráfego atual.
Como verificar em campo: Consultar licenciamento, projetos de dragagem e planos portuários (DNIT, ANTAQ, Marinha, Sema-MT), registrar em Cáceres o movimento de comboios e ouvir pescadores e operadores de turismo sobre efeitos já percebidos.
Lastro: 10 estudos · convergência 3/3 · citação principal: WANTZEN et al. (2024a)
AME-06 Declínio do estoque pesqueiro e erosão da renda da pesca artesanal ribeirinha confiança alta Mato Grosso
Queda das capturas de pescado reduz a renda das famílias ribeirinhas em Cáceres, empurrando-as ao trabalho informal e esvaziando comunidades.
Ressalva: Ancorado em MT (Cáceres); checar também nos demais municípios ribeirinhos. O item atribui a queda a barramentos, assoreamento, avulsões e clima, causalidade não decidível em campo. Valor da terra ficou fora.
Como verificar em campo: Comparar séries de desembarque pesqueiro (Sema-MT e colônias) e entrevistar famílias ribeirinhas de Cáceres sobre captura diária hoje e há dez anos, renda mensal, ocupação atual e famílias que deixaram a comunidade.
Lastro: 9 estudos · convergência 3/3 · citação principal: ARRUDA et al. (2014)
AME-07 Predação do rebanho por onças e pumas como perda financeira recorrente confiança alta Pantanal Sul (MS) e outros
Onças e pumas causam perda de 2,7% a 2,8% do rebanho ao ano, com prejuízo financeiro e retaliação letal.
Ressalva: Percentuais medidos em fazendas do Pantanal Sul (MS) e enunciados aqui para MT: a magnitude precisa ser reestimada localmente. A retaliação letal é ilegal e tende a ser subdeclarada em entrevista.
Como verificar em campo: Levantar em fazendas e sindicatos dos 13 municípios registros de ataques, laudos de carcaça e mortalidade anual do rebanho; perguntar sobre abates de retaliação e adesão a programas de compensação, checando com a Sema-MT.
Lastro: 8 estudos · convergência 3/3 · citação principal: TORTATO et al. (2015)
AME-08 Queda dos termos de troca, concorrência extrarregional e choques de demanda confiança alta Mato Grosso
Alta de insumos, preços baixos ao pecuarista, concorrência de outros estados e choques como a pandemia comprimem a renda regional.
Ressalva: Ancorado em MT, mas o item reúne três mecanismos com sujeitos e temporalidades distintas (termos de troca, concorrência extrarregional, choque de 2020): não há veredito único. 'Renda regional' generaliza os sujeitos.
Como verificar em campo: Desdobrar em três checagens: custo de insumos e preço da arroba (Imea, Famato, sindicatos); origem das carnes e hortifrútis nos mercados da Baixada Cuiabana; série de voos, turistas e renda dos agricultores familiares desde 2019.
Lastro: 6 estudos · convergência 3/3 · citação principal: SIMÕES et al. (2015)
AME-09 Vazio e instabilidade jurídico-regulatória sobre o uso econômico do Pantanal confiança alta Pantanal Sul (MS) e outros
A ausência de lei específica para o Pantanal e instabilidade regulatória geram insegurança para investimentos e conflito com órgãos ambientais.
Ressalva: Lastro predominante MS/outros (decreto da cana e projetos sobre Reserva Legal vêm de fora de MT). 'Instabilidade regulatória' resume esses atos sem afirmá-los para MT; a insegurança só se afere por percepção declarada.
Como verificar em campo: Levantar a legislação estadual e municipal aplicável ao Pantanal em MT e autuações por limpeza de pastagem (Sema-MT, Ibama); perguntar a produtores, sindicatos e bancos se investimentos foram adiados por indefinição legal.
Lastro: 5 estudos · convergência 3/3 · citação principal: DITTMAR (2023)
AME-10 Barreiras socioambientais e climáticas de mercado à produção pantaneira confiança média Pantanal Sul (MS) e outros
Mercados podem excluir fornecedores por desmatamento, queimadas e emissões; políticas climáticas e de bem-estar animal tendem a restringir a pecuária.
Ressalva: Enunciado modal e prospectivo (podem, tendem), com lastro baixo (3 estudos, confiança média) e predominante MS/outros: tendência futura não se confirma nem se refuta em campo hoje.
Como verificar em campo: Perguntar a frigoríficos e compradores que atuam nos 13 municípios se já aplicam cláusulas de desmatamento zero, rastreabilidade ou exclusão por embargo e queimada, e a produtores se já perderam comprador por esse motivo.
Lastro: 3 estudos · convergência 3/3 · citação principal: LAMOSO (2020)
Os 40 itens em tabela
Cada item é uma proposição verificável. As colunas da tabela têm o seguinte significado:
- Lastro: número de estudos distintos do corpus que sustentam o item, obtido pelo mapeamento das 840 evidências extraídas contra os 40 itens por dois mapeadores independentes (adotou-se a interseção).
- Convergência: em quantas de três execuções independentes da síntese o item apareceu (3/3, 2/3 ou 1/3).
- Confiança: critério composto de lastro e convergência. Lastro de 10 ou mais estudos vale 2 pontos, de 5 a 9 vale 1, de 4 ou menos vale 0; convergência 3/3 vale 2, 2/3 vale 1, 1/3 vale 0. Alta: 3 ou mais pontos; média: 2; baixa: 1 ou menos.
- Ancoragem: território em que a evidência das citações exibidas foi produzida (Mato Grosso; Mato Grosso em parte; Pantanal Sul, em Mato Grosso do Sul, e outros territórios; Pantanal sem território definido). A ancoragem é independente da confiança.
- Verificável: se o item pode ser verificado em campo.
Clique em uma linha para ver a proposição completa, a ressalva, o modo de verificação em campo e as citações exibidas (196 no total, de 114 obras), com autor, ano e link para o DOI.
Distribuição: confiança alta em 30 itens, média em 8 e baixa em 2; convergência 3/3 em 35, 2/3 em 4 e 1/3 em 1; ancoragem em Mato Grosso em 19 itens, em parte em Mato Grosso em 10, predominantemente no Pantanal Sul ou em outros territórios em 11; 34 itens verificáveis em campo.
Fonte: Matriz FOFA em formato integrado e planilha dos quadros FOFA (Anexo A) do pacote da área econômica. As citações exibidas são trechos curtos dos estudos, reproduzidos com indicação de autor e fonte para fins de estudo e crítica (Lei 9.610/1998, art. 46, III). As citações foram conferidas contra o texto original: 132 no PDF, 56 no resumo indexado e 8 no PDF com variação decorrente da extração de texto. Dados em CSV: itens · citações.
Ancoragem por município
A tabela conta, para cada município do recorte, quantos dos 225 estudos do corpus o citam pelo nome (no título, no resumo ou nas evidências extraídas do estudo) e em quantos dos 40 itens as fontes citadas mencionam o município.
Nenhum estudo do corpus cita Glória D’Oeste, Itiquira, Juscimeira, Lambari D’Oeste e Porto Esperidião (linhas destacadas). Esses municípios dependem da revisão complementar e da pesquisa de campo para qualquer afirmação municipal. Ao todo, 30 dos 225 estudos citam ao menos um município do recorte.
Recorte geográfico dos 225 estudos distintos do corpus:
Fonte: análise geográfica do corpus (identificação lexical dos municípios e territórios citados em cada registro), consolidada por estudo distinto. A classificação de cada estudo segue a do registro principal do estudo.
Matriz complementar (revisão documental)
A matriz complementar não é um mapa da economia do Pantanal mato-grossense. É o mapa do que um acervo determinado registra sobre ela, e esse acervo tem dono, data e recorte: sete dos treze municípios concentram quase toda a base, e são exatamente os visitados pelo programa Pró-Pantanal do SEBRAE-MT entre 2019 e 2022. Usada como diagnóstico regional, converteria silêncio documental em ausência de economia nos outros seis.
A matriz complementar reúne 69 itens extraídos do acervo documental (87 documentos do acervo curado pela coordenação triados e 86 lidos, com 1.837 evidências extraídas). Ela não altera os 40 itens da matriz validada: 27 itens correspondem a um item da matriz validada e 42 são itens novos. A coluna “Fontes” conta observações independentes e não documentos: documentos que repetem o mesmo parágrafo com outro topônimo contam como uma observação. A rodada 1 varreu todo o acervo; a rodada 2 tratou lacunas temáticas indicadas pela auditoria de completude.
Fonte: Matriz complementar (Anexo D da revisão complementar) do pacote da área econômica. Os documentos do acervo e da busca dirigida, os textos extraídos deles e a base de evidências não são publicados neste site. Dados em CSV: matriz complementar.
FOFA municipal
A FOFA municipal cruza os 40 itens da matriz validada com cada um dos 13 municípios e atribui a cada par um status de evidência. Os status vêm das revisões sistemática e complementar e da tipologia municipal da área; nenhum resulta de verificação em campo.
| Status | O que significa | Como usar |
|---|---|---|
| DOCUMENTADO | Fonte direta nomeia o município ao tratar do item | Achado. Pode ser afirmado. |
| REGIONAL | Fonte de escala supramunicipal cobre o município, sem nomeá-lo neste ponto | Achado com ressalva de escala. |
| INFERIDO hipótese de campo | Similaridade estrutural com município documentado, segundo a tipologia municipal; a base de cada par nomeia o município de referência e o critério | Hipótese. Verificar em campo. Não conta como evidência em nenhuma contagem de lastro. |
| CONTRAINDICADO | Indicador municipal da Fase I refuta o item | Achado negativo. |
| NÃO AVALIADO | Sem base para afirmar ou negar | Lacuna declarada. |
Nos 520 pares município × item: 191 documentados, 144 regionais, 44 inferidos, 16 contraindicados e 125 não avaliados. A base factual soma documentado, regional e contraindicado, isto é, o que se apoia em fonte ou em dado, e não em similaridade. O item a item de cada município está na página do município (link na tabela).
Fonte: Matriz cruzada municipal (Anexo B da revisão complementar) e tipologia municipal do pacote da área econômica. Dados em CSV: FOFA municipal.