Área ambiental — matriz FOFA

Matriz FOFA da área-chave ambiental do Projeto DSIP-MT: itens validados, citações, ancoragem por município, matriz complementar e FOFA municipal

Pacote da área ambiental publicado no Drive do projeto em 07/10/2026 (1.440 arquivos, conferidos por SHA-256 no destino). Matriz FOFA validada pela coordenação em 04/10/2026. Relatório: RSE da área ambiental, v1 (PDF).

Esta página apresenta a matriz FOFA (forças, oportunidades, fraquezas e ameaças) da área-chave ambiental dos 13 municípios do Pantanal Norte. A matriz resulta da revisão sistemática; a revisão documental complementar e a FOFA municipal aparecem nas seções finais, separadas da matriz validada. Os estudos do corpus estão em Estudos do corpus.

Seleção dos estudos

Registros recuperados
2.865
CAPES 1.010 · SciELO 319 · Scopus 1.536
Registros triados
1.429
1.808 únicos, menos 357 fora de 2011–2026 e 22 duplicatas do mesmo estudo
Registros incluídos
897
após triagem por título e por resumo
Estudos distintos
897
um registro por estudo
Identificação
Registros recuperados nas bases
CAPES 1.010 · SciELO 319 · Scopus 1.536
2.865
Duplicatas removidas
1.057
↓
Registros únicos
1.808
Fora do período 2011–2026 e duplicatas do mesmo estudo
379
Triagem
Registros triados por título e resumo
1.429
Excluídos
por título 332 · por resumo 198 · identificação da fonte 1 · sem veredito 1
532
↓
Inclusão
Registros incluídos no corpus
897
↓
Estudos distintos analisados
897
Ver todos os números do fluxo em tabela

Fonte: planilha de triagem e fluxo PRISMA do pacote da área ambiental (Anexo B da revisão sistemática). Buscas: 30/09/2026 | Triagem concluída: 03/10/2026 | Fechamento: 04/10/2026. Triagem por título: 2 avaliadores; divergência vai ao resumo. Triagem por resumo: R1, 2 avaliadores + desempate cego.

A matriz em quadrantes

Os 37 itens validados: 10 forças, 9 oportunidades, 8 fraquezas e 10 ameaças. Clique em um item para ver a proposição completa, a ressalva e como verificá-lo em campo. Os selos mostram a confiança e a ancoragem territorial da evidência.

Forças (internas, favoráveis)

FOR-01 Pulso de inundação sazonal e conectividade rio-planície nos rios Cuiabá e Paraguai confiança alta Mato Grosso

No Pantanal Norte, os rios Cuiabá e Paraguai têm cheias sazonais bem definidas que conectam canal, baías e planície.

Ressalva: Previsibilidade comprovada num só transecto (RPPN Sesc, Barão de Melgaço, série 1969–2009) e não reavaliada após as secas recentes (AME-03); estudo de 2020 em Cáceres registra mais dias sem chuva e menos água na seca.

Como verificar em campo: Levantar no HidroWeb/ANA as cotas do rio Paraguai em Cáceres e do Cuiabá perto de Barão de Melgaço e perguntar a pescadores se baías como Chacororé e Quati ainda se ligam ao rio a cada cheia.

Lastro: 14 estudos · convergência 3/3 · citação principal: FANTIN-CRUZ et al. (2011)

FOR-02 Rede de UCs e sítios Ramsar do Pantanal Norte (RPPN Sesc Pantanal, ESEC Taiamã, PARNA) confiança alta Mato Grosso

RPPN Sesc Pantanal e ESEC Taiamã (sítios Ramsar), PARNA Pantanal Matogrossense e PE Encontro das Águas formam rede de UCs.

Ressalva: Afirma existência, não efetividade: NDVI favorável (dados até 2015) é anterior ao fogo de 2020, que atingiu 84% do PE e 91% da RPPN. RPPN em Barão de Melgaço, ESEC em Cáceres; PARNA e PE sem município nas fontes.

Como verificar em campo: Consultar o CNUC/MMA e a lista de sítios Ramsar para confirmar categoria, área e município de cada UC, e entrevistar gestores do ICMBio, do Sesc Pantanal e da SEMA-MT sobre a situação atual.

Lastro: 19 estudos · convergência 3/3 · citação principal: PARRA et al. (2023)

FOR-03 Vegetação nativa amplamente conservada no bioma, com indícios locais de conservação no Pantanal Norte confiança alta Mato Grosso

A vegetação nativa cobre a maior parte do Pantanal (cerca de 80%), com indícios locais de conservação no Pantanal Norte.

Ressalva: Indícios locais mistos, de sub-regiões (não municípios) e anteriores a 2020: arbustivo-arbórea caiu 3,7 p.p. em Poconé, subiu de 55% para 58% em Barão de Melgaço e caiu de 59,4% para 47,5% em Cáceres (2003–2010).

Como verificar em campo: Extrair do MapBiomas a proporção e a tendência da vegetação nativa em Poconé, Barão de Melgaço e Cáceres e comparar com o bioma; checar em campo o estado das matas ciliares e de galeria.

Lastro: 10 estudos · convergência 3/3 · citação principal: PARANHOS FILHO et al. (2014)

FOR-04 Ictiofauna rica no Pantanal Norte, com baías marginais e macrófitas como habitats de alimentação, refúgio e reprodução confiança alta Mato Grosso

O Pantanal Norte tem ictiofauna rica, que usa baías marginais e bancos de macrófitas para alimentação, refúgio e reprodução.

Ressalva: 'Rica' sem limiar (130 espécies no gradiente do rio Paraguai; 182 no PARNA). Reprodução documentada só no sistema corixo Manoel Isaac–baía de Chacororé; papel das macrófitas vem de coleta única e de 17 pescadores de Cáceres.

Como verificar em campo: Consultar inventários ictiológicos recentes (UNEMAT, UFMT, ESEC de Taiamã) e entrevistar pescadores profissionais e isqueiros de Cáceres e Barão de Melgaço sobre o uso de baías e camalotes pelos peixes.

Lastro: 13 estudos · convergência 3/3 · citação principal: MOURA; VAL (2019)

FOR-05 Pantanal Norte como reduto da onça-pintada (região da ESEC de Taiamã e do PE Encontro das Águas, este por reputação) confiança média Mato Grosso

O Pantanal Norte é reduto da onça-pintada na região da ESEC Taiamã e, por reputação, no PE Encontro das Águas.

Ressalva: Confiança média (4 estudos): as maiores densidades no centro-norte são menção, sem estimativa própria; o maior habitat contínuo modelado fica no interflúvio Corixo Grande–Cuiabá; nenhum município citado.

Como verificar em campo: Levantar estimativas de densidade por armadilha fotográfica com ICMBio (ESEC Taiamã), SEMA-MT (PE) e pesquisadores, e registros de avistamento do turismo de observação de onças em Porto Jofre (Poconé).

Lastro: 4 estudos · convergência 3/3 · citação principal: PARRA et al. (2023)

FOR-06 Riqueza de aves, anfíbios e outros vertebrados em inventários locais do Pantanal Norte confiança alta Mato Grosso

Inventários locais do Pirizal (Poconé), da ESEC Taiamã e de Cáceres registram riqueza de aves, anfíbios e outros vertebrados.

Ressalva: 'Riqueza' sem limiar; por local: 343 aves no Pirizal, 278 na ESEC Taiamã e entorno, 34 anuros (77,3% do Pantanal) em Cáceres; eDNA de 2024 na ESEC e no PARNA. Demais inventários de 1999–2018, anteriores ao fogo de 2020.

Como verificar em campo: Comparar listas recentes (eBird, WikiAves, relatórios do ICMBio da ESEC Taiamã) com os inventários de referência e consultar pesquisadores da UFMT e da UNEMAT sobre levantamentos pós-2020.

Lastro: 11 estudos · convergência 3/3 · citação principal: PANSONATO et al. (2011)

FOR-07 Boa qualidade da água em corpos d'água amostrados do Pantanal de MT confiança alta Mato Grosso

Corpos d'água amostrados no Pantanal mato-grossense, como o córrego Jacobina (Cáceres) e o rio Jauru, apresentam boa qualidade da água.

Ressalva: Evidência pontual, não generalizável ao recorte: Jauru com dados de 1990–2013; baías do BMWP não localizadas; mercúrio não analisado; Ni acima do limite CONAMA nos sedimentos do rio Bento Gomes (Poconé) na chuva.

Como verificar em campo: Levantar laudos da SEMA-MT e da ANA (IQA, CONAMA 357/2005) para o córrego Jacobina e o rio Jauru e de sedimentos (CONAMA 454/2012) no rio Bento Gomes, ou coletar amostras nos mesmos pontos.

Lastro: 6 estudos · convergência 3/3 · citação principal: BÜHLER et al. (2020)

FOR-08 Recuperação pós-fogo de vegetação e fauna em áreas estudadas do Pantanal Norte (evidência local, de curto e médio prazo) confiança alta Mato Grosso

Vegetação e fauna de áreas estudadas do Pantanal Norte mostraram recuperação, ao menos parcial, em até quatro anos após incêndios.

Ressalva: Evidência local (RPPN Sesc, ESEC Taiamã, Poconé), de até quatro anos: a mata seca da RPPN teve queda contínua de refletância; na Baía das Pedras o fogo foi controlado (refúgio, não recuperação). Não generalizar ao recorte.

Como verificar em campo: Comparar NDVI/NBR e cicatrizes do MapBiomas Fogo antes e depois de 2020 na RPPN Sesc Pantanal, na ESEC Taiamã e em Poconé e entrevistar gestores e brigadistas sobre rebrota e retorno da fauna.

Lastro: 7 estudos · convergência 3/3 · citação principal: NUNES et al. (2025)

FOR-09 Florestas e solos do Pantanal Norte com estoque e potencial de sequestro de carbono confiança alta Mato Grosso

Florestas e solos do Pantanal Norte estocam carbono, e as florestas podem atuar como sumidouros apreciáveis de carbono.

Ressalva: Sumidouro só sugerido pelos autores, a partir da produtividade primária líquida, sem balanço medido; a serrapilheira acumulada caiu nas duas florestas, possível resposta a distúrbio. Confirmar exige medir biomassa e fluxos.

Como verificar em campo: Sem medição própria, levantar carbono do solo (MapBiomas Solo) e produtividade primária (MODIS) em Poconé, Barão de Melgaço e Cáceres e consultar pesquisadores com parcelas permanentes nas florestas alagáveis.

Lastro: 6 estudos · convergência 3/3 · citação principal: MELLO et al. (2015)

FOR-10 Regulação hídrica da planície (efeito esponja) que regulariza a vazão do rio Paraguai confiança alta Mato Grosso (parcial)

A planície pantaneira retém água do planalto na cheia e regulariza a vazão do rio Paraguai por até cinco meses.

Ressalva: Evidência em escala de bioma (parcialmente MT); o efeito não é demonstrado para os municípios do recorte; o único dado local é a umidade do solo num sítio da RPPN Sesc Pantanal.

Como verificar em campo: Comparar no HidroWeb/ANA as datas de pico de vazão do rio Paraguai em Cáceres (entrada) e em Porto Murtinho (saída) e medir a defasagem entre elas em anos recentes.

Lastro: 16 estudos · convergência 3/3 · citação principal: SANTOS et al. (2024)

Oportunidades (externas, favoráveis)

OPO-01 Ecoturismo de observação da onça-pintada em Porto Jofre, MT confiança alta Mato Grosso (parcial)

Em Porto Jofre, o turismo de onça-pintada rende muito mais que o prejuízo pecuário estimado; turistas aceitariam financiar compensações.

Ressalva: Receita de 2015 (sete operadoras) frente a prejuízo hipotético, não medido; disposição a pagar declarada por 80% de 137 turistas. Correlação habitat-ecoturismo e convívio com a onça têm escala de bioma.

Como verificar em campo: Levantar com operadoras e pousadas de Porto Jofre o número de turistas e a receita anual do turismo de onça e, com pecuaristas do entorno, as perdas de gado por onça; perguntar se há esquema de compensação ou disposição a contribuir.

Lastro: 5 estudos · convergência 3/3 · citação principal: TORTATO et al. (2017)

OPO-02 Manejo Integrado do Fogo: Política Nacional (Lei 14.944/2024), Plano MIF e brigadas confiança alta Mato Grosso

Lei 14.944/2024, Plano MIF do Pantanal, brigadas e capacitação comunitária favorecem o Manejo Integrado do Fogo no Pantanal mato-grossense.

Ressalva: Redução de 80% na frequência do fogo e de 53% na área queimada vem da TI Kadiwéu (MS), fora do recorte; em MT, a evidência é a capacitação no entorno da RPPN Sesc Pantanal (Barão de Melgaço).

Como verificar em campo: Levantar com PREVFOGO/IBAMA, Bombeiros-MT, Sema-MT, Sesc Pantanal e prefeituras se há brigadas ativas, plano de MIF, queima prescrita autorizada e capacitação comunitária nos 13 municípios.

Lastro: 19 estudos · convergência 3/3 · citação principal: SILVA et al. (2024)

OPO-03 Sensoriamento remoto no monitoramento de focos de calor e de áreas queimadas no Pantanal e em MT confiança alta Mato Grosso (parcial)

Sensoriamento remoto pode detectar focos de calor e mapear áreas queimadas no Pantanal mato-grossense e subsidiar planos municipais contra incêndios.

Ressalva: Potencial técnico: o campo afere a adoção, não o desempenho dos sensores. Parte da evidência é do bioma inteiro; o drone só avaliou danos pós-fogo; o comitê municipal do estudo de 2019 não é identificado.

Como verificar em campo: Perguntar a Defesa Civil, secretarias de meio ambiente, Bombeiros-MT e brigadas dos 13 municípios se usam focos do INPE, imagens de satélite ou drones e se há plano municipal de prevenção e combate que os incorpore.

Lastro: 34 estudos · convergência 3/3 · citação principal: SORIANO et al. (2019)

OPO-04 Pagamento por serviços ambientais, ICMS Ecológico de MT e pagamento por carbono evitado confiança alta Mato Grosso (parcial)

PSA e ICMS Ecológico de MT revisado poderiam financiar conservação do Pantanal; pagamento por carbono evitado poderia também reduzir queimadas.

Ressalva: São propostas ('poderiam'); o campo afere existência, repasses e adesão, não o efeito. A revisão do ICMS Ecológico pondera por emergia; a lei estadual de PSA citada é de MS; carbono estimado numa TI não identificada.

Como verificar em campo: Levantar na Sefaz-MT os repasses de ICMS Ecológico aos 13 municípios e propostas de revisão; na Sema-MT e prefeituras, programas de PSA ou carbono; perguntar a gestores e produtores se financiam conservação ou prevenção do fogo.

Lastro: 9 estudos · convergência 3/3 · citação principal: GUERRA et al. (2025)

OPO-05 Mosaico de UCs do Pantanal Norte, ampliação da ESEC de Taiamã e expansão de áreas protegidas confiança alta Mato Grosso

Implantar Mosaico de UCs do Pantanal Norte, ampliar ESEC Taiamã e expandir áreas protegidas favoreceriam onça-pintada, aves, anfíbios e conectividade.

Ressalva: Ganhos para fauna e conectividade são projeções; o campo afere a situação das propostas e a receptividade. Os mosaicos de RPPN citados incluem o PE Pantanal do Rio Negro (MS); a expansão no planalto abrange toda a BAP.

Como verificar em campo: Levantar com Sema-MT e ICMBio se o Mosaico de UCs do Pantanal Norte foi implantado e se a ampliação da ESEC de Taiamã avançou; mapear RPPNs e UCs propostas nos 13 municípios e ouvir proprietários sobre adesão.

Lastro: 14 estudos · convergência 3/3 · citação principal: SONODA et al. (2021)

OPO-06 Manutenção de rios sem barragens e do pulso de inundação (Cabaçal, Sepotuba, Cuiabá) confiança alta Mato Grosso

Cabaçal, Sepotuba e Cuiabá seguem sem barragens no curso principal, mantendo o pulso de inundação; estudo da ANA desaconselha barrá-los.

Ressalva: Ausência de barragens registrada em 2020, no curso principal no planalto; as fontes não informam a vigência da suspensão da ANA depois disso. O estudo desaconselha hidrelétricas; Taquari/Coxim fora do recorte.

Como verificar em campo: Consultar ANEEL (SIGEL), ANA e Sema-MT sobre hidrelétricas em operação, licenciamento ou inventário no curso principal do Cabaçal, Sepotuba e Cuiabá e sobre a situação atual da suspensão de autorizações na bacia do Paraguai.

Lastro: 12 estudos · convergência 3/3 · citação principal: TOMAS et al. (2025)

OPO-07 Marco legal das áreas úmidas: Convenção Ramsar, LPVN e PL federal 750/2011 confiança média Pantanal Sul (MS) e outros

Ramsar, LPVN e PL 750/2011 abrem oportunidades de proteção das áreas úmidas do Pantanal, parte delas exigindo harmonização MT-MS.

Ressalva: Item normativo, verificável só em documentos; o PL 750/2011 estava em elaboração em 2018 e sua situação atual não consta das fontes. Evidência predominante de MS/outros; confiança média.

Como verificar em campo: Só documental: situação do PL 750/2011 no Congresso, déficits de APP e Reserva Legal no CAR/SICAR dos 13 municípios e divergências entre normas de MT e MS sobre as áreas úmidas do Pantanal.

Lastro: 4 estudos · convergência 3/3 · citação principal: JUNK et al. (2018)

OPO-08 Restauração de matas ciliares e áreas degradadas: meta do PLANAVEG e regeneração natural confiança alta Mato Grosso

Meta do PLANAVEG, potencial de regeneração natural pós-fogo e interesse de pequenos produtores favorecem restaurar matas ciliares e áreas degradadas.

Ressalva: Regeneração estimada em escala de bioma (93% de mais de 3.120 km² com potencial alto ou médio) e interesse dos produtores em escala estadual, não nos 13 municípios; casos locais pontuais (Cabaçal, rio Piraim).

Como verificar em campo: Observar rebrota em áreas queimadas ou cercadas nos 13 municípios (visitas e MapBiomas), levantar na Sema-MT projetos de restauração de matas ciliares e perguntar a pequenos produtores se adeririam a reflorestamento.

Lastro: 15 estudos · convergência 3/3 · citação principal: LIÉVANO-LATORRE et al. (2025)

OPO-09 Produtos orbitais e modelagem hidrológica para gestão da água, cheias e secas no Pantanal e em MT confiança alta Mato Grosso

Satélites e modelagem hidrológica podem apoiar balanço hídrico, monitoramento de cheias e secas e gestão hídrica no Pantanal mato-grossense.

Ressalva: Potencial técnico; o campo verifica o uso pelos gestores, não a acurácia. CHIRPS validado só para totais mensais, em escala estadual; uso na hidrovia Paraguai-Paraná vem de um único estudo.

Como verificar em campo: Perguntar à Sema-MT, Defesa Civil, comitês de bacia e prefeituras se usam CHIRPS, MODIS, radar, modelos hidrológicos ou previsões no balanço hídrico e em alertas de cheia e seca; ouvir a Marinha sobre a hidrovia.

Lastro: 35 estudos · convergência 3/3 · citação principal: THIELEN et al. (2020)

Fraquezas (internas, desfavoráveis)

FRA-01 Assoreamento do rio Paraguai e de afluentes e erosão marginal do rio Paraguai no Pantanal de Cáceres (MT) confiança alta Mato Grosso

O rio Paraguai e afluentes no Pantanal de Cáceres apresentam assoreamento, e as margens do Paraguai sofrem erosão.

Ressalva: Atesta o fenômeno, não a causa: parte é dinâmica natural, acelerada por usos da terra. Cabeceiras (Cabaçal, rio Branco) são tratadas em AME-08; a bacia do Itiquira também aporta sedimentos ao Paraguai.

Como verificar em campo: Na estiagem, percorrer o rio Paraguai em Cáceres registrando bancos de areia, baías desconectadas do canal e margens solapadas, e cruzar com séries sedimentométricas da ANA e relatos de pescadores e práticos.

Lastro: 13 estudos · convergência 3/3 · citação principal: NOGUEIRA et al. (2019)

FRA-02 Supressão de mata ciliar e conflito de uso em APPs de cursos d'água da bacia do Paraguai em MT (estudos de 2012 a 2022) confiança alta Mato Grosso

APPs de cursos d'água da bacia do Paraguai em MT apresentam mata ciliar suprimida e uso da terra conflitante.

Ressalva: Estudos de 2012 a 2022, com dados de 1991 a 2019; evidência municipal só de Cáceres (até 2015) e Poconé (estudo de 2016); Barra do Bugres é fora do recorte. Confirmar o quadro atual.

Como verificar em campo: Cruzar CAR/SICAR e MapBiomas com vistoria de margens do rio Paraguai em Cáceres e do córrego Tereza Botas em Poconé, medindo a faixa de vegetação nativa e o uso (pasto, lavoura) frente à largura de APP exigida.

Lastro: 8 estudos · convergência 3/3 · citação principal: PESSOA et al. (2014)

FRA-03 Esgoto sem tratamento e lixo urbano na poluição de córregos e rios da bacia do Paraguai em MT (estudos de 2014 a 2025) confiança alta Mato Grosso

Esgoto sem tratamento (Poconé) e lixo urbano (Cáceres) poluem córregos e rios da bacia do Paraguai em MT.

Ressalva: Parênteses indicam a evidência local: Cáceres, lixo e eutrofização; Poconé, esgoto in natura e E. coli. Rios Cuiabá e São Lourenço, Cuiabá e Várzea Grande são pressão externa. Estudos locais de 2014 e 2016.

Como verificar em campo: Coletar água nos córregos Tereza Botas (Poconé) e Sangradouro (Cáceres) para E. coli e nutrientes, consultar o SNIS/SINISA sobre esgoto e resíduos e mapear lançamentos e lixo nas margens.

Lastro: 8 estudos · convergência 3/3 · citação principal: MAGALHÃES et al. (2016)

FRA-04 Ausência de manejo integrado do fogo e prevenção ineficaz contra incêndios no Pantanal confiança alta Mato Grosso

Falta programa de manejo integrado do fogo para todo o Pantanal, e prevenção e combate a incêndios são ineficazes.

Ressalva: Fontes sobre MIF (2021, 2023) antecedem a Lei 14.944/2024 (OPO-02); 'ineficazes' vem dos incêndios de 2019-2020 e exige critério (área queimada, resposta). Programa do bioma é de outras esferas.

Como verificar em campo: Perguntar a Prevfogo/IBAMA, ICMBio, SEMA-MT, Bombeiros e brigadas municipais se há plano de MIF vigente no recorte, com brigadas, queima prescrita e aceiros, e cruzar com a área queimada anual (INPE, MapBiomas Fogo).

Lastro: 9 estudos · convergência 3/3 · citação principal: GONZAGA et al. (2022)

FRA-05 Fiscalização ambiental frágil no Pantanal e queda das autuações em Mato Grosso de 2019 para 2020 confiança alta Mato Grosso

A fiscalização ambiental no Pantanal é frágil, e as autuações em Mato Grosso caíram 52% de 2019 para 2020.

Ressalva: Queda de 52% (361 para 173) é dado pontual de 2019-2020, e a fonte não esclarece se é do estado todo ou da porção pantaneira de MT; parte da evidência é nacional; 'frágil' exige indicador.

Como verificar em campo: Obter do IBAMA (autos de infração) e da SEMA-MT séries anuais nos 13 municípios, conferir a que recorte se referem 361 e 173, e verificar fiscais e postos ativos, como o da Transpantaneira, ouvindo pousadeiros.

Lastro: 10 estudos · convergência 3/3 · citação principal: LEAL FILHO et al. (2021)

FRA-06 Baixa cobertura do Pantanal por unidades de conservação e falta de plano de manejo em UCs do Pantanal Norte em 2017 confiança alta Mato Grosso

UCs cobrem pequena fração do Pantanal; ESEC Taiamã e PE Encontro das Águas não tinham plano de manejo em 2017.

Ressalva: Cerca de 5% na maioria das fontes (5% a 11%, conforme a inclusão de uso sustentável), do bioma todo, inclusive MS, não do recorte; os planos podem ter sido aprovados após 2017.

Como verificar em campo: Calcular no CNUC/MMA a área de UCs no bioma e nos 13 municípios, e verificar com ICMBio e SEMA-MT se e quando os planos de manejo da ESEC Taiamã e do PE Encontro das Águas foram aprovados.

Lastro: 13 estudos · convergência 3/3 · citação principal: TORTATO; IZZO (2017)

FRA-07 Legislação estadual e federal permissiva ou lacunar na proteção da Reserva Legal e das áreas úmidas do Pantanal confiança alta Pantanal Sul (MS) e outros

Leis estaduais de MT e federais são permissivas ou lacunares na proteção da Reserva Legal e das áreas úmidas pantaneiras.

Ressalva: Fator externo (normas de outras esferas); abrangência predominante MS/outros; a parcela pantaneira dos ~9 milhões de ha com RL reduzível de 80% para 35% não é discriminada; verificação documental.

Como verificar em campo: Analisar com SEMA-MT e MPE-MT a lei estadual de RL, a Lei estadual 8.830/2008 e o Código Florestal, verificando percentuais de RL aplicáveis no recorte e dispositivos específicos para áreas úmidas.

Lastro: 8 estudos · convergência 3/3 · citação principal: ROQUETTE et al. (2025)

FRA-08 Rede de monitoramento hidrometeorológico e de qualidade da água insuficiente em MT e na bacia do Alto Paraguai confiança alta Mato Grosso

Em MT e na bacia do Alto Paraguai, pluviômetros são escassos e mal distribuídos, e água e sedimentos, pouco amostrados.

Ressalva: Evidências de 2011 a 2024; a base da ANA analisada é de 2014 e a rede pode ter mudado. 'Água' é qualidade da água; 'escassos' e 'pouco amostrados' exigem critério prévio (ex.: OMM).

Como verificar em campo: Levantar no HidroWeb/ANA, INMET e SEMA-MT as estações pluviométricas, sedimentométricas e de qualidade da água ativas nos 13 municípios, com frequência de coleta, e comparar com densidades mínimas da OMM.

Lastro: 16 estudos · convergência 3/3 · citação principal: ULIANA et al. (2024)

Ameaças (externas, desfavoráveis)

AME-01 Queimadas e incêndios extensos e recorrentes no Pantanal Norte e em suas unidades de conservação (2003–2020) confiança alta Mato Grosso

Entre 2003 e 2020, queimadas e incêndios extensos e recorrentes atingiram o Pantanal Norte e suas unidades de conservação.

Ressalva: Evento passado, confirmável por séries secundárias; área queimada diverge entre estudos e métodos (RPPN Sesc 65% ou 91%; PE Encontro das Águas 42% dNBR, 52–55% SAR); os 70% de Poconé não têm ano declarado.

Como verificar em campo: Levantar área queimada anual 2003–2020 (MapBiomas Fogo, INPE/BDQueimadas) em Cáceres, Poconé e Barão de Melgaço e ouvir gestores da ESEC Taiamã, RPPN Sesc Pantanal, PE Encontro das Águas e o Corpo de Bombeiros-MT.

Lastro: 78 estudos · convergência 3/3 · citação principal: MIRANDA et al. (2018)

AME-02 Mortalidade e perda de diversidade da fauna silvestre nos incêndios desde 2020, no bioma e no Pantanal Norte confiança alta Mato Grosso

Os incêndios desde 2020 causaram mortalidade e perda de diversidade da fauna silvestre no Pantanal, inclusive no Pantanal Norte.

Ressalva: Evidência centrada nos megaincêndios de 2020, verificável só por registros já feitos; os 17 milhões de vertebrados são estimativa do bioma; perda de diversidade medida em aves, com declínio de onça, anta e tatu-canastra.

Como verificar em campo: Consultar gestores e pesquisadores do PARNA Pantanal Mato-grossense, RPPN Sesc Pantanal, ESEC Taiamã, UFMT e Embrapa Pantanal sobre registros de carcaças, armadilhas fotográficas e censos de fauna antes e depois de 2020.

Lastro: 19 estudos · convergência 3/3 · citação principal: VALENCIA-ZULETA et al. (2024)

AME-03 Secas prolongadas, redução das chuvas e aquecimento no Pantanal Norte e no bioma, dos anos 1960 a 2024 confiança alta Mato Grosso

Entre os anos 1960 e 2024, o Pantanal Norte e o bioma tiveram redução das chuvas, aquecimento e secas prolongadas.

Ressalva: Séries distintas (1971–2011, 1980–2021, 1981–2018, 1980–2024); a comparação com os anos 1960 vem de um só estudo de Cáceres; a seca extrema de 2024 é medida no bioma; relato local não substitui série instrumental.

Como verificar em campo: Analisar séries do INMET e da ANA (Hidroweb) em Cáceres, Cuiabá, Poconé e Barão de Melgaço: dias sem chuva, precipitação, temperaturas e cotas do rio Paraguai; ouvir ribeirinhos e produtores sobre secas recentes.

Lastro: 45 estudos · convergência 3/3 · citação principal: SILVA et al. (2024)

AME-04 Supressão da vegetação nativa no Pantanal e no planalto por pastagens exóticas, soja e desmatamento químico confiança alta Mato Grosso

A vegetação nativa do Pantanal e do planalto vem sendo suprimida por pastagens exóticas, soja e desmatamento químico com herbicidas.

Ressalva: Item misto: em Cáceres o vetor é a pecuária, não a soja; desmatamento químico identificado por imagem Sentinel-2 só em Barão de Melgaço (2021–2023); o efeito do Decreto 774/2024 é projeção, norma de outra esfera.

Como verificar em campo: Cruzar perda de vegetação nativa, pastagem e soja por município no MapBiomas (1985–2023) com autos de infração da SEMA-MT e do Ibama por pulverização aérea de herbicidas e ouvir as secretarias municipais de meio ambiente.

Lastro: 42 estudos · convergência 3/3 · citação principal: ALHO; SABINO (2012)

AME-05 Contaminação por mercúrio do garimpo de ouro no rio Bento Gomes e no norte do Pantanal confiança alta Mato Grosso (parcial)

O mercúrio do garimpo de ouro contamina ecossistema aquático e biota no rio Bento Gomes e no norte do Pantanal.

Ressalva: Atividade atual das minas incerta; nos peixes do Bento Gomes o Hg não diferiu do rio Paraguai nem superou o limite FAO/OMS (2016); jacarés e ariranhas têm teores maiores; garimpo em Poconé, interno ao recorte.

Como verificar em campo: Levantar análises de Hg em água, sedimento, peixes e jacarés do rio Bento Gomes (SEMA-MT, UFMT), a situação das lavras de ouro de Poconé na ANM e relatos de pescadores e moradores sobre garimpo ativo.

Lastro: 8 estudos · convergência 3/3 · citação principal: LÁZARO et al. (2015)

AME-06 Hidrelétricas e PCHs no planalto (UHE Manso e outras) alterando o pulso de inundação confiança alta Mato Grosso

Hidrelétricas e PCHs do planalto, como a UHE Manso, alteram o pulso de inundação de rios formadores do Pantanal.

Ressalva: O efeito da UHE Manso vem sobretudo de modelagem (2003–2015); alteração registrada nos rios Cuiabá, Casca, São Lourenço, Itiquira e Correntes; os 124 empreendimentos previstos são risco projetado, não efeito observado.

Como verificar em campo: Comparar cotas e vazões da ANA no rio Cuiabá antes e depois de 2001 e nos rios São Lourenço e Itiquira, levantar usinas no SIGEL/ANEEL e ouvir colônias de pescadores sobre cheias, vazantes e piracema.

Lastro: 24 estudos · convergência 3/3 · citação principal: CALHEIROS et al. (2018)

AME-07 Resíduos de agrotóxicos em sedimentos e águas das bacias dos rios Cuiabá e São Lourenço, em Mato Grosso confiança alta Mato Grosso

Sedimentos e águas das bacias dos rios Cuiabá e São Lourenço, em Mato Grosso, contêm resíduos de agrotóxicos.

Ressalva: Lastro curto (5 estudos); em sedimentos a detecção foi pouco frequente (2011–2012), inclusive na planície; na água, só três microbacias do São Lourenço, com picos no período chuvoso; temor dos pescadores é percepção.

Como verificar em campo: Solicitar à SEMA-MT, ANA e UFMT laudos de agrotóxicos em água e sedimento dos rios Cuiabá e São Lourenço, de preferência no período chuvoso, consultar o Vigiagua dos municípios ribeirinhos ou coletar amostras.

Lastro: 5 estudos · convergência 3/3 · citação principal: POSSAVATZ et al. (2014)

AME-08 Erosão, assoreamento e aporte de sedimentos pelo uso agropecuário ao rio Paraguai e aos rios que abastecem o Pantanal confiança alta Mato Grosso

O uso agropecuário intensifica erosão, assoreamento e aporte de sedimentos ao rio Paraguai e aos rios que abastecem o Pantanal.

Ressalva: Item misto: pisoteio do gado nas margens em Cáceres é pressão local; sedimentos do planalto são fator externo; assoreamento documentado fora do recorte (Reserva do Cabaçal) e no bioma; estudo de 2019 diz 'pode alterar'.

Como verificar em campo: Observar margens erodidas, pisoteio de gado e bancos de areia no rio Paraguai em Cáceres, levantar dados sedimentométricos da ANA e ouvir pescadores, piloteiros e a Secretaria de Meio Ambiente sobre perda de profundidade.

Lastro: 15 estudos · convergência 3/3 · citação principal: NOGUEIRA et al. (2019)

AME-09 Espécies exóticas invasoras na bacia do Alto Paraguai e no Pantanal Norte confiança alta Mato Grosso

Espécies exóticas invasoras, como tracajá, tucunaré e tilápia, ocorrem na bacia do Alto Paraguai e no Pantanal Norte.

Ressalva: Só o tracajá, introduzido perto de Cáceres, tem população estabelecida comprovada; tucunaré introduzido no Jauru-Sepotuba tem expansão projetada para 2050; tilápia vem de observação pessoal; Caiman latirostris aguarda confirmação.

Como verificar em campo: Entrevistar colônias de pescadores de Cáceres sobre capturas de tucunaré e tilápia, consultar a ESEC Taiamã sobre ninhos de tracajá e o registro de jacaré-do-papo-amarelo e levantar na SEMA-MT pisciculturas e escapes.

Lastro: 17 estudos · convergência 3/3 · citação principal: MARTÍNEZ-GONZÁLEZ et al. (2025)

AME-10 Poluição do ar por fumaça e aerossóis de queimadas no Pantanal (PM2,5 e black carbon) confiança média Mato Grosso

Fumaça e aerossóis de queimadas poluem o ar do Pantanal, elevando as concentrações de PM2,5 e black carbon.

Ressalva: Confiança média (convergência 2/3); medições concentradas na estação seca (ago–out); parte da fumaça vem de outras regiões (Amazônia, Sudeste); o enriquecimento de chumbo, bromo e cobre também se atribui ao garimpo.

Como verificar em campo: Levantar PM2,5 e black carbon de estações e sensores em Poconé e Cuiabá (UFMT, SEMA-MT) e de satélite (CAMS, MERRA-2) na estação seca, cruzando com focos do INPE e atendimentos respiratórios nas secretarias de saúde.

Lastro: 9 estudos · convergência 2/3 · citação principal: RAMOS et al. (2024)

Os 37 itens em tabela

Cada item é uma proposição verificável. As colunas da tabela têm o seguinte significado:

  • Lastro: número de estudos distintos do corpus que sustentam o item, obtido pelo mapeamento das 2957 evidências extraídas contra os 37 itens por dois mapeadores independentes (adotou-se a interseção).
  • Convergência: em quantas de três execuções independentes da síntese o item apareceu (3/3, 2/3 ou 1/3).
  • Confiança: critério composto de lastro e convergência. Lastro de 10 ou mais estudos vale 2 pontos, de 5 a 9 vale 1, de 4 ou menos vale 0; convergência 3/3 vale 2, 2/3 vale 1, 1/3 vale 0. Alta: 3 ou mais pontos; média: 2; baixa: 1 ou menos.
  • Ancoragem: território em que a evidência das citações exibidas foi produzida (Mato Grosso; Mato Grosso em parte; Pantanal Sul, em Mato Grosso do Sul, e outros territórios; Pantanal sem território definido). A ancoragem é independente da confiança.
  • Verificável: se o item pode ser verificado em campo.

Clique em uma linha para ver a proposição completa, a ressalva, o modo de verificação em campo e as citações exibidas (185 no total, de 138 obras), com autor, ano e link para o DOI.

Distribuição: confiança alta em 34 itens, média em 3 e baixa em 0; convergência 3/3 em 36, 2/3 em 1 e 1/3 em 0; ancoragem em Mato Grosso em 30 itens, em parte em Mato Grosso em 5, predominantemente no Pantanal Sul ou em outros territórios em 2; 35 itens verificáveis em campo.

Fonte: Matriz FOFA em formato integrado e planilha dos quadros FOFA (Anexo A) do pacote da área ambiental. As citações exibidas são trechos curtos dos estudos, reproduzidos com indicação de autor e fonte para fins de estudo e crítica (Lei 9.610/1998, art. 46, III). As citações foram conferidas contra o texto original: 72 no PDF, 99 no resumo indexado e 13 no PDF com variação decorrente da extração de texto; 1 não localizada pelo conferidor automático e conferida à mão, conforme o relatório da área. Dados em CSV: itens · citações.

Ancoragem por município

A tabela conta, para cada município do recorte, quantos dos 897 estudos do corpus o citam pelo nome (no título, no resumo ou nas evidências extraídas do estudo) e em quantos dos 37 itens as fontes citadas mencionam o município.

Nenhum estudo do corpus cita Glória D’Oeste, Juscimeira, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Nossa Senhora do Livramento e Porto Esperidião (linhas destacadas). Esses municípios dependem da revisão complementar e da pesquisa de campo para qualquer afirmação municipal. Ao todo, 104 dos 897 estudos citam ao menos um município do recorte.

Recorte geográfico dos 897 estudos distintos do corpus:

Fonte: análise geográfica do corpus (identificação lexical dos municípios e territórios citados em cada registro), consolidada por estudo distinto. A classificação de cada estudo segue a do registro principal do estudo.

Matriz complementar (revisão documental)

AvisoO que a matriz complementar não cobre

Ficam declarados como limitação: Juscimeira, nomeada em 4 passagens, nenhuma atribuível a item; o desfecho jurídico e normativo recente (Porto de Morrinhos, normas de pesca posteriores ao PL 1.363/2023); os municípios habilitados ao licenciamento; o plano diretor de Rondonópolis. A regra de ancoragem de agosto deixa de fora as passagens que não nomeiam o território. A aba ““Descartes e rejeições”” registra o que caiu — rejeitadas na auditoria: 1; descartadas por convergência insuficiente: 44.

A matriz é o mapa do que um acervo determinado registra, e não um diagnóstico completo da área: o silêncio do acervo sobre um município não significa ausência do fenômeno.

A matriz complementar reúne 84 itens extraídos do acervo documental (93 documentos triados e lidos (93 textos), 2.508 passagens de evidência, matriz de 84 itens auditada em duas rodadas). Ela não altera os 37 itens da matriz validada: 24 itens correspondem a um item da matriz validada e 60 são itens novos. A coluna “Fontes” conta observações independentes e não documentos: documentos que repetem o mesmo parágrafo com outro topônimo contam como uma observação. A rodada 1 varreu todo o acervo; a rodada 2 tratou lacunas temáticas indicadas pela auditoria de completude.

Fonte: Matriz complementar (Anexo D da revisão complementar) do pacote da área ambiental. Os documentos do acervo e da busca dirigida, os textos extraídos deles e a base de evidências não são publicados neste site. Dados em CSV: matriz complementar.

FOFA municipal

A FOFA municipal cruza os 37 itens da matriz validada com cada um dos 13 municípios e atribui a cada par um status de evidência. Os status vêm das revisões sistemática e complementar e da tipologia municipal da área; nenhum resulta de verificação em campo.

Status O que significa Como usar
DOCUMENTADO Fonte direta nomeia o município ao tratar do item Achado. Pode ser afirmado.
REGIONAL Fonte de escala supramunicipal cobre o município, sem nomeá-lo neste ponto Achado com ressalva de escala.
INFERIDO hipótese de campo Similaridade estrutural com município documentado, segundo a tipologia municipal; a base de cada par nomeia o município de referência e o critério Hipótese. Verificar em campo. Não conta como evidência em nenhuma contagem de lastro.
CONTRAINDICADO Indicador municipal da Fase I refuta o item Achado negativo.
NÃO AVALIADO Sem base para afirmar ou negar Lacuna declarada.

Nos 481 pares município × item: 153 documentados, 233 regionais, 2 inferidos, 62 contraindicados e 31 não avaliados. A base factual soma documentado, regional e contraindicado, isto é, o que se apoia em fonte ou em dado, e não em similaridade. O item a item de cada município está na página do município (link na tabela).

Fonte: Matriz cruzada municipal (Anexo B da revisão complementar) e tipologia municipal do pacote da área ambiental. Dados em CSV: FOFA municipal.

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