D2 · Áreas de especial interesse (AEISM)

Relatório Parcial I — versão congelada de 08/07/2026. Os números vêm das bases tratadas da Fase I.

Principais resultados

A balança comercial do recorte foi superavitária em USD 2.326,4 milhões em 2024, mas apenas 7 dos 13 municípios registraram exportação nesse ano e, sem Rondonópolis, o Pantanal Norte exporta apenas USD 317,3 milhões. A Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Cáceres revela-se mais potencial que realidade, pois Cáceres é apenas o 5º exportador do recorte (USD 11,2 milhões). A bioeconomia é a vocação mais distintiva: o valor da produção bioeconômica alcançou R$ 228,4 milhões em 2024 e, em média por município (R$ 17,6 milhões), o recorte supera o Resto de Mato Grosso (R$ 15,0 milhões) e o Polo Metropolitano (R$ 12,5 milhões), com destaque para a aquicultura (R$ 68,2 milhões, 13,5% da produção estadual). O território reúne ainda cerca de 497.664 hectares de áreas protegidas (2019) e um ativo coletivo subaproveitado, a Indicação de Procedência “Pantanal” para o mel, concedida pelo INPI em 2015 e abrangente dos 13 municípios.

Fonte do texto: Síntese Executiva dos Relatórios Parciais I, Projeto DSIP-MT (julho de 2026).

Indicadores da dimensão no Pantanal Norte

Mediana dos 13 municípios, mediana de Mato Grosso e os municípios com maior e menor valor no ano de referência. Clique no nome do indicador para ver o mapa e o ranking. Indicadores com o selo OST são dados complementares obtidos no Observatório do Sebrae, fora dos Relatórios Parciais I.

Placar frente a Mato Grosso

Cada município e o Pantanal Norte, com e sem Rondonópolis, comparados com Mato Grosso nos indicadores da dimensão que têm sentido de melhor ou pior. Rondonópolis tem mais da metade da população do recorte e pesa nos agregados; a linha sem ele mostra o restante da região.

Pantanal Norte (13 municípios): melhor que Mato Grosso em 1 de 2 indicadores e pior em 1.
Pantanal Norte sem Rondonópolis: melhor que Mato Grosso em 1 de 2 indicadores e pior em 1.
Entre os municípios, o melhor saldo (melhores menos piores) é de Rondonópolis; o pior, de Curvelândia, Itiquira, Lambari D'Oeste e Porto Esperidião.

Como ler: ▲ melhor que MT · ● próximo de MT · ▼ pior que MT · – sem dado. Próximo = até 2 pontos percentuais (indicadores em %) ou até 10% do valor de referência (demais). Os municípios são comparados com o município mediano de Mato Grosso, a mesma referência das demais páginas; as duas regiões, com o agregado de Mato Grosso. Nos agregados, taxas e proporções são médias ponderadas pela base de cada indicador (população, área, PIB, emprego formal, empresas, receita ou despesa), o que equivale a recalcular a razão pelas somas; perdas de água, pavimentação, imóveis do CAR, cobertura da área agricultável e destinos de exportação usam a mediana. Totais (população, PIB, empregos, saldo de empregos), o índice do PIB per capita relativo a MT (repete o PIB per capita) e indicadores sem sentido de melhor ou pior ficam fora do placar. Ideia adaptada do site da SWOT do PESM de Cleiton Franco.

Documentos

Figuras do relatório

Figuras extraídas do Relatório Parcial I, na ordem em que aparecem no documento. A fonte de dados de cada figura consta no rodapé da própria imagem. Clique na imagem para ampliá-la.

Figura 1.1: Localização dos 13 municípios do Pantanal Norte em Mato Grosso
Figura 1.1: Localização dos 13 municípios do Pantanal Norte em Mato Grosso
Figura 3.1: Exportações por município do Pantanal Norte, 2024 (USD milhões, escala logarítmica)
Figura 3.1: Exportações por município do Pantanal Norte, 2024 (USD milhões, escala logarítmica)
Figura 4.1: Composição da bioeconomia por município do Pantanal Norte, 2024 (R$ milhões)
Figura 4.1: Composição da bioeconomia por município do Pantanal Norte, 2024 (R$ milhões)
Figura 4.2: Aquicultura por município do Pantanal Norte, 2024 (R$ milhões)
Figura 4.2: Aquicultura por município do Pantanal Norte, 2024 (R$ milhões)
Figura 5.1: Áreas protegidas (UC + TI) por município do Pantanal Norte, 2019 (mil hectares)
Figura 5.1: Áreas protegidas (UC + TI) por município do Pantanal Norte, 2019 (mil hectares)
Figura 6.1: Bioeconomia média por município - Pantanal Norte, Polo Metropolitano, Resto de MT e Mato Grosso (R$ milhões, 2024)
Figura 6.1: Bioeconomia média por município - Pantanal Norte, Polo Metropolitano, Resto de MT e Mato Grosso (R$ milhões, 2024)

Ressalvas metodológicas

Síntese das limitações registradas nas notas metodológicas da dimensão. O texto completo está no PDF das notas.

  • As exportações concentram-se em Rondonópolis (cerca de 90% do recorte). Totais e médias são reportados com e sem esse município.
  • As exportações estão em dólares FOB correntes, sem deflação. Comparações temporais exigem citar o ano e usar participações ou variações relativas.
  • A ZPE de Cáceres é captada apenas pelo comércio exterior do município. A atividade operacional da zona não é medida nas bases atuais.
  • A cobertura da bioeconomia varia por componente: extrativismo desde 2002, silvicultura desde 2005 e aquicultura desde 2013. Comparações temporais ficam restritas à janela comum, a partir de 2013.
  • Unidades de conservação e terras indígenas constam como retrato de 2019, em hectares absolutos e não em percentual do território. Unidades criadas ou extintas depois de 2019 não estão refletidas.
  • A Indicação Geográfica tem um único registro (Indicação de Procedência “Pantanal”), de natureza qualitativa, sem série municipal.
  • Turismo e regime de loja franca (free shop) não foram coletados. Permanecem como pendências da agenda de campo de maio a setembro de 2026, sem estimativa de valores.
  • Os produtos exportados são identificados por código SH4, sem a descrição oficial correspondente.

Dados desta dimensão

Bases tratadas da Fase I em formato CSV (UTF-8), com as colunas descritas no dicionário de variáveis.

Veja os indicadores de cada município em Municípios.

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